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Vinhos para o Natal: as sugestões de António Lopes

António Lopes é, nos tempos que correm, um dos mais respeitados escanções nacionais, e o seu percurso profissional bem o demonstra. Nasceu em Penacova, estudou em Coimbra e iniciou atividade no mundo dos vinhos no Vila Vita Parc, no Algarve. Passou pelo hotel Gusto by Henz Beck, no Conrad Algarve, foi sommelier executivo no projeto Taste Portugal London, e ganhou o troféu “Sommelier do Ano” em 2014. Assumiu funções como “Wine Guru” no Anantara Algarve, onde recebeu o “Award of Excelence” da revista Wine Spectator pela carta de vinhos que construiu. Atualmente é diretor de vinhos do restaurante O Paparico, no Porto. Para uma quadra festiva perfeita, António Lopes sugere nove vinhos para levar à mesa, com indicações dos copos e das temperaturas perfeitas para cada um.

As sugestões de vinhos brancos de António Lopes começam com um Villa Oliveira 1a Edição (€75), por considerar ser este “um dos grandes vinhos brancos deste país”. E aparece como primeira sugestão porque, “tal como antigamente se vestia a melhor indumentária para irmos a missa do galo, hoje em dia deveremos ''vestir'' um dos nossos melhores vinhos para uma ocasião tão especial como esta”. Deve ser consumido num copo Burgundy Zalto a 16 graus de temperatura. Segue-se o Ponsot Morey St. Denis 1er Cru Clos des Monts Luisants Blanc 2015 (€137), um “vinho que surpreende pela untuosidade aliada à acidez, com notas de mel muito pronunciada e que provoca um misto de satisfação pela acidez e calor pela concentração”. Para ser provado de forma perfeita, aconselha-se um copo Riedel Veritas Oak Chardonnay e um serviço a 16 graus de temperatura. A última sugestão de brancos é o Herdade do Cebolal 1998 (€18.30), justificando a escolha dizendo que “quando se pensa em Setúbal pensa-se em Moscatel, mas este vinho com 21 anos nada tem dessa casta. O que tem é uma complexidade imensa aliada à acidez, sendo um grande vinho para “casar” com o Peru de Natal ou com um bacalhau Vintage com mais tempo de cura”. Aconselha um copo Riedel Veritas Chardonnay e um serviço a 14 graus de temperatura.


As propostas de vinhos tintos de António Lopes começam com um Herdade da Calada Grande Reserva 1999 (€75), um vinho “muito equilibrado, que cimenta o seu equilíbrio na opulência e no teor de fruta muito madura. Essas características conferem-lhe um caráter de calor, perfeito para as temperaturas que se fazem sentir nesta época do ano”. O copo ideal é o Touriga Nacional Riedel Veritas, temperatura de serviço perfeita é de 15 graus. Segue-se o Aphros Silenus 2010 (€18.75), um Vinhão da Região do Vinho Verde, que “vem provar que mesmo no seu equilíbrio se conseguem fazer vinhos gulosos. Não sendo um vinho pesado e compotado, este vinho leva ao copo uma estrutura infindável, bem como acidez e tanino a condizer, bom para pratos de maior gordura”. Consumir em copo Syrah Riedel Performance a 17 graus de temperatura. Os tintos terminam com o Lés a Lés Medieval de Ourém 2016 (€22.50), o “único “palhete” certificado em Portugal, uma vez que a junção de vinho branco e vinho tinto após fermentação é proibida em praticamente toda a U.E.. Ou seja, um vinho com algum corpo mas com muita delicadeza”. Consumir em copo Grassl Cru a 16 graus de temperatura.

Termina esta ronda de sugestões o escanção António Lopes com os espumantes. O CC&CP 2009 (€25), um vinho de “bolha crocante mas com um nariz de pastelaria doce a fazer lembrar a doçaria do Natal, e algum fruto seco tipo avelã”. Uma “ótima companhia para um brinde mas mais do que um vinho espumante só com esse destino, este vinho Biprodutor de duas regiões distintas, é um belíssimo vinho para consumir, seja acompanhado ou a sozinho”. Consumir em copo Grassl Mineralité a 12 graus de temperatura. Já o Côto de Mamoelas (€12.50) é, para António Lopes, um vinho com um custo benefício do melhor que por cá se faz. “O quase ano e meio de estágio com borras dá à casta, que por norma se tem como aromática, uma complexidade na fruta e na pastelaria normal desse mesmo contacto”. Consumir em copo Champagne Riedel Veritas a 10 graus de temperatura. Termina esta lista de sugestões o L'Angélique Champagne Mouzon Leroux & Fils (€60), um “100 por cento Chardonnay feito num Grand Cru que por norma se distingue e se conhece mais pelo Pinot Noir”. “Tem 0G/L de açúcar o que para champanhe não é de todo comum. É digno de grandes comensais, e destina-se definitivamente a mesa e para comidas de frio”. Consumir em copo Grassl Mineralité a 16 graus de temperatura.

Recorde ainda a opinião do Master Sommelier João Pires, Prémio Carreira 2019 do Guia Boa Cama Boa Mesa, sobre vinhos para a época do Natal, as sugestões do escanção Rodolfo Tristão e de Gabriela Marques.

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