Receitas

Chef em Casa: Arroz de rabo de boi no pote por Renato Cunha do restaurante Ferrugem

Para ler e fazer em casa. Todos os dias uma nova receita no site Boa Cama Boa Mesa. Hoje, aprenda a fazer Arroz de rabo de boi, uma sugestão do chef Renato Cunha do restaurante Ferrugem, em Famalicão, galardoado com Garfo de Prata pelo guia Boa Cama Boa Mesa 2020.

"Aproveitando este período de confinamento, apresento uma proposta em contexto rural, usando os potes de ferro fundido - dos quais sou absolutamente fã - para a confeção de um Arroz de rabo de boi. As imagens são registadas pela minha mulher na Casa Ana Monteiro um espaço de alojamento local da família a cerca de 200 metros do restaurante Ferrugem", explica Renato Cunha, que preparou esta receita para o Boa Cama Boa Mesa. "Com este exercício pretendo mostrar a minha versatilidade/elasticidade gastronómica enquanto cozinheiro, tocando polos opostos como a alta cozinha e a mais rústica cozinha popular, numa iguaria de aspeto popular e sabor absolutamente sofisticado". A receita foi feita ao ar livre, num pote, tendo como combustível a lenha, como antigamente. Mas também pode confeccioná-la ao fogão, explica Renato Cunha.

RECEITA DE ARROZ DE RABO DE BOI NO POTE

Ingredientes (para 10 pessoas):
3 kg de rabo de boi (cortado pelos elos); 1 kg de arroz Carolino; 100 ml de azeite virgem extra; 800 g de cebola picada; 200 g de cenoura cortada grosseiramente; 100 g de tomate pelado; 400 ml de vinho verde tinto; 50 g de alho esmagado e com a casca; 20 g de salsa; duas unidades pimenta-malagueta (gindungo); seis folhas de louro; e sal marinho (q.b.).

Confeção/Preparação:
Refogar metade da cebola, o alho e a cenoura no azeite.
Corar o rabo de boi numa frigideira.
Juntar ao refogado e cozinhar durante 10 minutos. Refrescar com o vinho e cozinhar durante 15 minutos.
Juntar os aromáticos, o sal, a pimenta-malagueta e o tomate. Cozinhar em lume brando durante quatro horas.
Arrefecer ligeiramente e separar a carne das cartilagens e dos ossos.
Reservar a carne.
Juntar os ossos e as cartilagens ao fundo do estofado.
Cobrir com água (aprox. dois litros) e fazer um caldo (45 minutos).
Coar o caldo e decantar a gordura que se forma à superfície.
Fazer um refogado forte com a gordura reservada e a restante cebola.
Fritar o arroz durante cinco minutos.
Juntar o caldo (quente) e a carne desfiada.
Retificar o sal, abafar e deixar cozer em lume brando durante 20 minutos.

Premiado com um Garfo de Prata na edição de 2020 do guia Boa Cama Boa Mesa, sobre o restaurante Ferrugem, pode ler-se: "Regresso ao lado mais feliz da aldeia. O antigo estábulo é a primeira montra desta viagem, que se faz sempre de um novo olhar sobre as tradições. Depois chegam os aromas – da lareira acesa –, a textura da pedra, o calor da madeira, conjugados com a elegância numa mesa bem-posta. Harmonizando a herança regional e as técnicas contemporâneas, a cozinha regressa constantemente às origens, mostrando novos caminhos: seja nas boas-vindas em forma de criativos cozido à portuguesa e caldo verde, nas excelentes versões do “fiel amigo” trabalhadas por Renato Cunha, que surpreendem e alegram o palato, ou nas confeções mais tradicionais, a que bons ingredientes de base, provenientes de pequenos produtores próximos, oferecem consistência e sabor, como no caso do pica-no-chão, com galo de raça amarela e vinagre Moura Alves, e da recente língua de vitela com compota de nabo. Em quatro, cinco ou seis momentos de degustação ou, em alternativa, à carta, a refeição é sempre um criativo elogio às memórias, escrevendo simultaneamente o novo capítulo da cozinha minhota."

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