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Marcelo no Corvo: o que o presidente tem de ver e fazer na mais pequena ilha dos Açores

A última noite de 2019 promete ser inesquecível na ilha do Corvo. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou que vai passar a noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro com a população corvina e, na ilha, cresce a expectativa para receber bem a primeira figura de Estado.“O Corvo já foi considerado como a ilha dos afetos e, sendo Marcelo o Presidente dos afetos, penso que as coisas se conjugam. Só temos de estar verdadeiramente satisfeitos e vamos fazer tudo para que, com a nossa forma simples e fraterna de receber, seja memorável para ele e todos os corvinos”, comenta ao Boa Cama Boa Mesa, José Silva, presidente da Câmara Municipal do Corvo.

A mensagem de Ano Novo será transmitida no dia 1 de janeiro, desde a mais pequena ilha dos Açores, com apenas 6,5 km de comprimento e 4 km de largura. E pode ser que haja surpresas... José Silva recorda que na última vez que Marcelo esteve na ilha, em junho de 2016, no início de uma visita que passou por sete das nove ilhas do arquipélago e “deixou a promessa de mergulhar no Corvo. Por isso, acredito que o primeiro mergulho do ano seja cá”, refere, confiante, o autarca.

A acontecer, o banho teria lugar na Praia da Areia, a única praia com areia da ilha. A beleza subaquática das águas que banham o Corvo é, também, muito elogiada, em particular na zona do Caneiro dos Meros. Em terra, o principal atrativo é a cratera de abatimento conhecida como Caldeirão, no cimo da montanha vulcânica. Dentro da cratera há uma lagoa e vários cones vulcânicos, que muitos dizem desenharem o arquipélago açoriano. É possível fazer o Trilho do Caldeirão e o Trilho Cara do Índio, que passa por uma antiga vigia baleeira e a costa sul, terminando na vila.



A vila do Corvo é sede de um município sem freguesias, com cerca de 440 habitantes, e concentra-se numa fajã lávica. Além das canadas estreitas, fachadas de basalto, com portas e janelas brancas, há que visitar a nova Casa do Tempo, a primeira estrutura do Ecomuseu em que se está a transformar esta ilha, que é Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO. Aí acede-se a conteúdos multimédia, incluindo testemunhos de anciãos.

Na Casa do Bote vê-se um antigo bote baleeiro e mais de 100 imagens retratando as viagens de Alberto do Mónaco aos Açores. Outros pontos de interesse são o Centro de Interpretação de Aves Selvagens do Corvo e a Igreja de Nossa Senhora dos Milagres, onde deverá realizar-se uma missa. A imagem guardada nesta igreja terá sido encontrada “num calhau junto ao mar, no século XV”, refere José Silva. Diz-se que vinha com uma mensagem indicando que deveria ser erigida “uma igreja perto do local onde fosse achada”. Foi-lhe atribuído o milagre da vitória da população sobre um ataque de “dez poderosas naus” de piratas turcos, por volta de 1632.

Vale a pena passar nos moinhos de vento e ainda olhar para o céu... A partir de outubro, a ilha é sobrevoada por aves migratórias americanas, como mariquitas, juruviaras, maçaricos e galinholas, e no verão é a vez das aves marinhas nidificantes. Ao nível do artesanato, Rosa Mendonça deu continuidade ao tricô das célebres barretas de lã do Corvo e Luís Carlos Jorge fez o mesmo com as típicas fechaduras de madeira.

Para a noite mais aguardada ainda não foi fechado o programa de festas. As previsões apontam para um jantar coorganizado pelo Restaurante Caldeirão e o BBC Caffé & Lounge, a ter lugar – até indicação em contrário - no ginásio da escola. É expectável que uma das especialidades locais, as couves da Barça, cozidas com batata branca e doce e a carne de porco salgada, possam vir a constar do menu. Para dormir existe a Guest House Comodoro (Tel. 292596128), o Joe & Vera’s Place (Tel. 914112097) e o The Pirates' Nest (Tel. 963731953).

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