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Passeio Verde: paisagens de outono na Rota das Faias

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Rota das Faias

Foto Miguel Serra

Calçado confortável, agasalhos e água são aconselháveis para percorrer este trilho com 5,4 km de extensão e que tem início a 1090 metros de altitude. Com dificuldade média e circuito circular, o passeio tem uma duração média de cerca de três horas. Uma vez devidamente preparados, há então que partir à descoberta deste trilho pedestre que oferece à vista, vegetação e paisagens esplendorosas. Para muitos, esta rota é a mais bela do outono português, graças aos tons acastanhados das folhas.



Mas nem só os olhos se engrandecem com a paisagem apresentada. A Rota das Faias oferece uma verdadeira experiência sensitiva, com o ar a ser perfumado com um misto de odores, de onde se destacam a hortelã, o tomilho, o rosmaninho, a alfazema. Além do seu perfume, estas plantas oferecem um festival de cores e texturas, que nos transportam para um enorme e imaginário museu a céu aberto, com as suas pinturas naturalistas.

Tal como o nome deixa adivinhar, a Rota das Faias está integrada numa densa floresta de faias, do século XX. Além desta espécie, podem ser identificadas ao longo do percurso muitas outras, como o castanheiro, o Pinheiro-do-Oregon, giestas e monumentais carvalhos, que rodeiam a Capela de S. Lourenço, lugar de culto de reminiscências pagãs, relacionadas com a adoração das árvores e do Sol. No solstício de verão, quem está em Manteigas consegue usufruir de um singular nascer do sol sobre S. Lourenço.

A nível da fauna a variedade é igualmente diversificada. Na Rota das Faias encontram-se espécies ameaçadas e vulneráveis, como são o caso do coelho bravo, do corvo e da víbora cornuda, e muitas protegidas, como a fuinha, a doninha. Durante o passeio deixe-se surpreender com a passagem de uma ou outra raposa, que aqui encontram um habitat bastante favorável à sua procriação, e bastantes, mas inofensivos familiares dos lagartos. Ao longo do trajeto, cuja altitude varia entre 880 e 1.174 metros de altitude, é frequente cruzar-se com pastores e respetivos rebanhos, que encontram nesta floresta alimento fresco e abundante. Aliás, o contacto com a vida rural e pastoril, constitui mesmo uma tónica constante ao longo do trilho.
Em algumas partes do circuito é possível que se cruze também com praticantes de BTT, que, no entanto, tem um acesso restrito e limitado a esta rota.

Nesta paisagem natural sobressai o Vale Glaciar do Zêzere, a Torre, o Cântaro Magro, o Cântaro Gordo e as Penhas Douradas. São Lourenço oferece uma vista panorâmica para o acumular de serras que se estende até Espanha. Em primeiro plano surge a cumeada da Lomba das Cancelas, que limita a Beira Alta da Beira Baixa, e o Cabeço da Azinheira.

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