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Passeio Verde: conhecer a ilha das Flores

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Divulgação

Com apenas 16 quilómetros de comprimento e 12 quilómetros de largura, a Ilha das Flores é uma das mais coloridas e belas dos Açores, coberta de milhares de hortênsias de cor azul, que dividem os campos ao longo das estradas e as margens das ribeiras e lagoas. No entanto, o seu nome não deriva destas flores, mas sim de umas amarelas, os "Cubres", que cobriam toda a costa quando foi dado o nome à Ilha, crê-se que em 1474. Curiosamente, as sementes destas flores não são originárias do local. Foram trazidas por pássaros migratórios vindos de lugares distantes como a Florida.

Em 2009, juntou-se às também açorianas ilhas Graciosa e do Corvo, na Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO. A reserva inclui toda a Ilha, devido ao aspeto de uma natureza bem conservada, com grande abundância de floresta característica das florestas da Laurissilva.

Descoberta em 1452, provavelmente de forma ocasional, por Diogo de Teive e pelo seu filho, João de Teive, a sua localização geográfica, provoca significativas diferenças climáticas em relação às outras ilhas, sendo a sua temperatura mais moderada ao longo de todo o ano. A Ilha das Flores tem também o dobro de chuva e vento que as outras ilhas açorianas. Porém, é essa abundância de água que faz da ilha a mais verde de todo o arquipélago.

Apesar de tão pequena - é a quarta mais pequena dos Açores - a sua enorme beleza é encontrada a cada passo, contando, para além da exuberante flora, com apetecíveis piscinas naturais e magníficas cascatas de água.

A partir da Fajãzinha, por exemplo, avistam-se cerca de duas dezenas de cascatas, tendo a mais imponente uma queda vertical de 300 metros. Já o Poço do Bacalhau, localizado na Fajã Grande, é uma pequena piscina alimentada por uma cascata de 90 metros, onde se podem tomar refrescantes banhos em águas límpidas e cristalinas. O Poço da Ribeira do Ferreiro, também conhecido como Poço da Alagoinha, é o resultado da junção de várias quedas de água que surgem entre a frondosa vegetação da falésia. Integra a Zona da Reserva Florestal do Morro Alto e é considerada uma das mais bonitas dos Açores. Em termos de fajãs, não podemos deixar de referir a de Lopo Vaz (nome de um dos primeiros povoadores das Flores e, consequentemente, primeiro local habitado), onde vivem caprinos em estado selvagem.

De jipe, a WestCanyon leva-o num percurso (preço sob consulta) que ficará na memória pelos recantos da ilha. Ponto de interesse turístico obrigatório, as Sete Lagoas, inseridas na caldeira das Flores, têm nomes relacionados com as suas características físicas e paisagísticas: Funda, Branca, Seca, Comprida, Rasa, Lomba e Negra.

Uma vez nesta ilha, não pode mesmo deixar de visitar o Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão (Rua do Boqueirão, 2-A, Santa Cruz das Flores. Tel. 292542447), nascido nos tanques onde se armazenava o óleo da baleia, que era derretido na Fábrica da Baleia do Boqueirão. Neste espaço é possível conhecer desde as aves residentes e as migratórias, passando pelos seres que vivem na zona entremarés e coluna de água, até aos cetáceos e fontes hidrotermais.

Apesar de ser uma ilha tão pequena, existe aqui uma razoável diversidade de locais onde pernoitar, desde hotéis, como o Inatel Flores Hotel (o único de 4 estrelas, com preços desde €71), ao turismo rural, como a Aldeia da Cuada, com casas com tipologias desde T1 a T6 (desde €75). Na Aldeia não pode deixar de experimentar o restaurante, em cuja cozinha são usados exclusivamente produtos de origem local, produzidos de forma artesanal por pequenos produtores.

Em qualquer visita à ilha é fundamental marcar um jantar no Restaurante Pôr do Sol. Na esplanada pode assistir a um maravilhoso pôr-do-sol, num dos mais belos vales da ilha das Flores.

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