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Passeio Verde: Entre a natureza e a arte em Foz Côa

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Alberto Frias

A pé ou de jipe, de dia e de noite, parta à descoberta do maior museu ao ar livre de arte paleolítica do Mundo, um portal para o passado dos muitos povos que há milhares de anos fizeram desta terra a sua casa. As marcas multiplicam-se em castelos vigilantes e na cada vez mais errática solidão de aldeias quase desertas onde se impõe o silêncio. Em terra ou no rio, aventure-se pela natureza agreste, escute os animais que aqui habitam em liberdade, desfrutando dos socalcos selvagens da paisagem ora árida, ora colorida. Mais do que um percurso no tempo e no espaço, deve estar preparado para uma viagem interior…

A primeira paragem é o Museu do Côa (Rua do Museu, Vila Nova de Foz Côa. Tel. 279768260): o impactante edifício estrategicamente instalado entre duas paisagens património da humanidade - a arte Pré-histórica do Côa e o Douro Vinhateiro - revela a arte e a vida rupestre do Côa, nos períodos Paleolítico e Neolítico (€6). Vai precisar de um pouco de história para compreender toda a grandeza do que se segue no Parque Arqueológico, o maior conjunto de arte paleolítica ao ar livre do Mundo. Daqui partem as visitas guiadas a três dos principais sítios: Canada do Inferno, Penascosa e Ribeira de Piscos (desde €15) e visitas noturnas (desde €20) que percorrem algumas gravuras com a luz ténue artificial que permite apreciar os desenhos sob novos ângulos.

Depois desta experiência quase mística, nada como deixar-se envolver pelo sossego da terra quente.
Com cada vez menos habitantes na região, projetos como as Casas do Côro, (desde €165/ Largo do Coro, Marialva. Tel. 917552020), o Colmeal Countryside Hotel, (desde €90/ Quinta do Colmeal, Colmeal, Figueira de Castelo Rodrigo Tel. 271312352) o Longroiva Hotel Rural (desde €60/ Lugar do Rossio, Longroiva, Mêda. Tel. 279149020) ou as Casas do Juízo, (desde €70/ Rua de São Lourenço,Vale do Côa, Juízo, Pinhel . Tel. 927585758) conferem nova vida a aldeias quase vazias, ao mesmo tempo que oferecem apenas os sons da natureza como banda sonora. Relaxado, prolongue a sensação proporcionada pela melodia da natureza numa viagem ecológica, orientada por biólogos estimulam para os cheiros, sons e cores da região. O embarque faz-se na Estação Biológica Internacional e custa €18 (Tel. 273432396).

Na Reserva da Faia Brava, a ATNatureza (Rua Pedro Jacques de Magalhães, 3, Figueira de Castelo Rodrigo. Tel. 271311202) organiza caminhadas pela reserva ao longo de 4 a 5 km e 2 a 3 horas de passeio e observação. Custa €20 por pessoa e inclui seguro, guia e binóculos.

A terra quente é ainda grande berço de vinhos que aqui gozam da amplitude térmica e temperaturas extremas (facilmente chegam aos 45 graus no verão). A emblemática Quinta de Vale Meão (Quinta de Vale Meão, Vila Nova de Foz Côa. Tel. 279762156) cuja história se confunde com a da senhora do Douro, Antónia Ferreira, a “Ferreirinha”, está aberta a visitas com prova (desde €25). Outro emblema de resiliência e terroir único é a Quinta de Ervamoira (Quinta de Ervamoira, Vila Nova de Foz Côa. Tel. 935263490). Longe de tudo, exige um percurso de jipe de quase 10 km a partir da aldeia de Muxagata. A viagem vale por si e pelo destino onde 150 hectares de vinha convivem com achados arqueológicos que até deram origem a um Museu. A visita custa €15 e exige marcação prévia.

Além da vinha, a paisagem é também abundante em oliveiras e amendoeiras - um espetáculo da natureza avistado entre fevereiro e março - bem alinhadas na na gastronomia local com os peixes de rio e as carnes de caça. Delicie-se com estes sabores na Petiscaria Preguiça (Quinta Chão do Ribeiro, Mós do Douro , Mós, Vila Nova de Foz Côa.Tel. 279789432) e renda-se às doces “súplicas” e coscorões.

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