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Passeio Verde: Viagem ao centro da terra na nova Casa dos Vulcões

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Divulgação

Entrar num vulcão, experienciar um sismo, tudo em máxima segurança. A novíssima Casa dos Vulcões convida a uma viagem ao interior de um vulcão, através de uma uma cápsula sensorial, com direito a um um simulador de sismos, mas também a explorar a morfologia do território que a partir do vulcão se desdobra em caldeiras, lagoas, campos lávicos, fumarolas e águas termais espalhados pela ilha. Porque os vulcões determinam a paisagem - no Pico dominada pelo Vulcão da Montanha, o local mais alto de Portugal - e espelham o território e as gentes, também se explora a relação destes com a população.
Erguido a partir das ruínas de dois armazéns, transformados numa estrutura moderna, no centro interpretativo recém- inaugurado, também pode ficar a saber a história dos vulcões do arquipélago dos Açores e até da formação do universo no que à geologia diz respeito, na exposição permanente.


A novíssima Casa dos Vulcões ajuda a compreender como funcional um vulcão mas também a própria morfologia do território açoriano, e serve de pretexto para uma visita exploratória à mítica ilha do Pico. O espaço funciona diariamente entre as 10h00 e as 18h00 e para visitar o simulador e a cápsula sensorial, tem de esperar pela visita guiada que acontece de hora a hora, aos 15 minutos (exceto às 13h15). Mesmo ao lado do Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, é possível adquirir um bilhete conjunto para visitar ambos os espaços e complementar as caraterísticas geológicas da origem da ilha com os resultados e caraterísticas únicas que conferem à paisagem.
Os bilhetes para a Casa dos Vulcões custam €7; 3,5 para crianças dos 6 aos 14 anos e para maiores de (€8 o bilhete conjunto para adultos, para visitar ambos os espaços; 4 para crianças e maiores de 65).

O que fazer
Aconselha-se vivamente uma visita ao Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico que complementa a visita à Casa dos Vulcões. Ambos os espaços, inseridos no Parque Natural do Pico, ajudam a compreender as incríveis paisagens que rodeiam este local. Indissociáveis, as vinhas da Criação Velha também merecem uma visita, não sem antes passar pelo Museu do Vinho (Rua do Carmo, Madalena. Tel. 292622147) que fornece o enquadramento ideal para partir à descoberta desta difícil e incomum cultura e o enquadramento certo para compreender os vinhos singulares da ilha. Abre de terça a domingo, entre 10h00 às 17h00. Outra atividade muito recomendável é a observação de cetáceos - baleias e golfinhos, durante um passeio pela costa. Contacte o Espaço Talassa (Rua dos Baleeiros, Lajes do Pico. Tel. 292672010) com várias décadas de experiência. Os preços começam nos €39 por pessoa para meio dia de passeio e observação dos animais no seu habitat natural. As saídas diárias acontecem às 10h00 e 15h00.

Onde Comer
Na decoração do Magma (Travessa do Outeiro das Eiras, 2-A, Terra Alta, Pico. Tel. 292241200) há madeira de criptoméria, basalto e os tons neutros na loiça e cadeiras, lembrando o musgo e as rochas. Deixam reinar a vista para S. Jorge e a linha costeira até S. Roque do Pico! Mas, apesar de belo, nada disto teria importância se a mesa não estivesse à altura. A verdade é que está. Anime o palato com as favas das festas, Queijo do Pico com mel de incenso, lapas, à época, e os pratinhos de enchidos regionais. Aconchegue com a albacora no forno, o atum selado e o bife Magma, com um molho que demora oito horas a fazer. Se gosta de perdições, renda-se ao doce Magma (chocolate regado com molho de brigadeiro), aos gelados à bola e à salada de frutas com sumo de laranja natural. Preço médio: €25.

Outra opção é o incontornável Cella Bar (Lugar da Barca, Madalena, Pico. Tel. 292623654): não há quem o desconheça no Pico, quanto mais não seja pela arquitetura premiada e incomum. O formato lembra os contornos da ilha, mas também as rochas, as baleias e os barris de vinho. Pode apenas entreter-se casando vinhos a copo com as tábuas de queijos e enchidos, bruschettas, conservas e petiscos, como a bacalhoada ou gambas salteadas. Para sustentar, sugere-se o polvo assado no forno, com vegetais e batatas assadas, ou então o entrecosto, assado lentamente, com molho barbecue e batatas fritas. Preço médio: €25.

Onde dormir
Há duas vistas possíveis para quem acorda num dos seis apartamentos das Vinhas do Calhau (Porto do Calhau, 42, Candelária, Pico. Tel. 292241280): a montanha do Pico (se o tempo ajudar) ou o mar e o Faial. No primeiro caso, os quartos complementam-se com um agradável terraço e zona verde. No segundo, dá-se lugar às varandas. Todos são decorados com quadros alusivos à vista usufruída. Predominam os tons pastel, como o olive green, as madeiras e, sobretudo, o indispensável conforto. Por enquanto, o pequeno-almoço é entregue no quarto. Ao sair, caminha-se sobre a tradicional bagacina, de origem vulcânica. Dá para pescar e mergulhar junto ao Porto do Calhau, ao fundo da rua, e percorrer os seis quilómetros do Trilho das Vinhas da Criação Velha a partir desta unidade. Pode ainda marcar observações de cetáceos, subidas à montanha, passeios de barco e pesca submarina.

Já no hotel de natureza Aldeia da Fonte (Caminho de Baixo, Silveira, Pico. Tel. 292679500) empoleira-se nas falésias e o acesso direto ao oceano permite ir facilmente a banhos. Ou então limite-se a percorrer os trilhos, descobrindo
os miradouros e assistindo ao espetáculo da rebentação das ondas. As árvores dão discrição aos 40 quartos e suítes. Há sauna, sala de fitness, sala Zen, para ioga, e um restaurante tradicional (com menu chinês diário). Passe no bar e no novo jardim Tai Chi, e no verão dá para caminhar de pé descalço até ao centro de meditação...

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