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Passeio Verde: Pedalar entre natureza e património na Ecopista do Tâmega

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Ponte Romana sobre o Rio Tâmega

João Vieira

Em 2019 faz cinco anos que a Ecopista do Tâmega entrou em funcionamento. Foi uma “janela” que se abriu depois de fechada a circulação de comboios da Linha do Tâmega, em 1990. O percurso ciclável de 39 quilómetros liga Amarante a Arco de Baúlhe com passagem por Celorico de Basto e acompanha a antiga linha ferroviária e o percurso do rio.

O caminho, naturalmente, faz-se pedalando e aqui tem duas opções: ou viaja até o ponto de partida com a bicicleta às costas, que é como quem diz no carro, ou mais prático e eficaz, aluga uma no local. Apesar de o percurso ter início em Amarante, o quilómetro zero é indicado na estação de comboios de Celorico de Basto e lá encontra um núcleo interpretativo e a secção de BTT do Aventura Marão Clube, uma coletividade dedicada aos desportos de aventura onde pode alugar bicicletas e aprender mais sobre o caminho que tem pela frente.

Na realidade grande parte do percurso é feito em terreno plano, com alguns troços ligeiramente mais sinuosos mas de baixo grau de dificuldade. Só nos cinco quilómetros que ligam Chapa a Codeçoso, no concelho de Celorico de Basto, é que vai ter de dar mais às pernas e ir gerindo os eventuais solavancos causados pela estrada de terra batida - nada que não se faça. Pelo caminho, que percorre os municípios de Amarante, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto, a paisagem permite o contacto direto e privilegiado com o património histórico e natural da região, passando por pontes e aldeias, vinhedos, estações desativadas e, claro, o rio Tâmega sempre ao lado, a correr seguro e a servir de banda sonora ao passeio.

Sendo que esta é uma experiência que exige algum planeamento, aproveite a viagem até à região e instale-se na Casa da Calçada, em Amarante. Integrado na rede nacional de Bike Hotels, tem à disposição todas as comodidades necessárias a um passeio em duas rodas, desde aluguer de material e informações úteis sobre a Ecopista do Tâmega. Não é exagero dizer que este alojamento de luxo é um dos símbolos de Amarante, quase tão conhecido como a catedral, do outro lado do rio Tâmega. O edifício é imponente e os seus portões simbolizam a entrada num mundo de grande requinte, visível nas zonas comuns, quase labirínticas, no restaurante premiado, agora liderado por Tiago Bonito, e nos 30 quartos e suítes (desde €150), alguns dos quais virados para o rio.

Se a ideia for fazer apenas uma parte do percurso, saltando a última etapa de sete quilómetros em Cabeceiras de Basto, a pernoita pode ser feita, a meio do caminho, na Quinta das Escomoeiras, em Celorico de Basto, casa de turismo rural (desde €92) especializada em cicloturismo, com bicicletas gratuitas para os hóspedes. A quinta tem identificados três percursos de bicicleta, com início e fim na Quinta, percorrendo a região envolvente com distâncias entre 35 e 75 quilómetros e passagem pela Ecopista do Tâmega.

Para recuperar energias, e porque ir ao Norte e não provar as especialidades locais pode ser considerada uma afronta à região, faça uma paragem na Casa Ventura, uma tasca que aposta nos queijos e enchidos mas que ganhou fama com o arroz de cabidela e o bacalhau à Ventura. Acompanhe a refeição com um copo de vinho verde da terra e termine com a rabanada com mel e canela. (Rua do Castanheiro Redondo, 1228, Telões, Amarante. Tel. 255482211)

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