Boa Mesa

Alexandre Silva é Chef de l’Avenir 2021: “Quando todos precisamos de alento é o reconhecimento de um trabalho que nunca parou”

Alexandre Silva no restaurante FOGO
Paulo Barata

Anualmente, a Academia Internacional de Gastronomia distingue os melhores do mundo em várias categorias e atribui prémios a cada país. Em 2021, Alexandre Silva, chef e proprietário dos restaurantes Loco e Fogo foi distinguido como Chef de L’Avenir.

Paulo Brilhante

Jornalista

Já faz parte do calendário mundial da gastronomia. Anualmente, a Academia Internacional de Gastronomia distingue os melhores do mundo em várias categorias e atribui prémios a cada país. Num ano marcado pelo impacto da pandemia de covid-19 no mundo da restauração, esta entidade internacional, representada no nosso país pela Academia Portuguesa de Gastronomia, decidiu ainda aprovar uma moção de “reconhecimento e apoio à restauração”

Nos prémios atribuídos a Portugal, o grande destaque vai para o galardão de Chef de L’Avenir, que distingue “o talento de jovens cozinheiros”, atribuído em 2021 a Alexandre Silva, chef e proprietário do restaurante Loco, em Lisboa, reaberto esta semana após o segundo confinamento.

Contactado pelo Boa Cama Boa Mesa, Alexandra Silva, que foi surpreendido pela informação, destaca a importância do prémio “principalmente porque aparece numa fase em que todos nós precisamos de alento. É o reconhecimento de um trabalho que nunca parou, de uma equipa unida, com o mesmo objetivo”. O chef do Loco e do Fogo, e com um projeto de assinatura no Alentejo, no Craveiral Farmhouse, aproveitou ainda para considerar que “o mais importante é o reconhecimento de um país e de uma cidade - Portugal e Lisboa – que foram hoje reconhecidos pelo seu trabalho enquanto sociedade”.

Nestas declarações ao Boa Cama Boa Mesa, já com o estatuto de Chef de L’Avenir 2021, Alexandre Silva perspetivou o futuro próximo da gastronomia e restauração nacionais pós-covid: “Para mim, o mais importante é aumentar a consistência. É proporcionar uma experiência ainda melhor. Consistência, criatividade e fator Uau, será o mais importante. Gostava ainda de dizer que não conseguimos mudar o mundo sozinhos, mas com uma equipa unida e motivada conseguimos pelo menos deixar uma marca”. No final o chef deixa ainda um recado: “Não devemos correr atrás de prémios. Se mereceres, mais cedo ou mais tarde, eles aparecem. Basta manteres os teus valores e humildade”.

Nos dois últimos anos os premiados como Chef de L’Avenir foram Filipe Carvalho, do Fifty Seconds by Martín Berasategui, em Lisboa, e João Oliveira, do Vista Restaurante, na praia da Rocha.

Chef Alexandre Silva
paulo barata

Prémios para André Figuinha, João Picão, Deana Barroqueiro e Maria José de Sousa

Entre os premiados para Portugal, a Academia Internacional de Gastronomia, anunciou ainda o Prix au Sommelier, atribuído a André Figuinha, do restaurante Feitoria, em Lisboa, o Prix au Chef Pâtissier, que distingue João Picão, do JNcQUOI, também em Lisboa, o Prix de la Littérature Gastronomique à “História dos Paladares”, de Deana Barroqueiro, e Prix Multimedia, ao programa “A nossa Cozinha” de Maria José de Sousa, da Taberna do Adro, em Elvas.

“Considerando a situação provocada pela pandemia”, em 2021, a Academia Internacional de Gastronomia decidiu atribuir, excecionalmente, quatro prémios ex aequo a todos os nomeados para o grande prémio mundial, “como homenagem a toda a atividade de restauração”. Assim, os vencedores do Grand Prix de l'Art de la Cuisine 2021 são Peter Goossens, do Restaurant Hof van Cleve, em Kruishoutem (Bélgica), Toño Pérez, do restaurante Atrio, em Cáceres (Espanha), Guy Savoy, do Quai Conti, em Paris (França) e Antonia Klugman, do L'argine a Venco, em Gorizia (Itália). O Grand Prix de La Culture Gastronomique foi atribuído ao professor norte-americano Steven Kaplan pelo livro sobre a história do pão “Good Bread is Back”.

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