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Em família, Zé Varunca abre nova casa mais perto do mar

Zé Varunca

Por ocasião do 40.º aniversário do restaurante, José Varunca de Sousa irá reunir a família em Paço de Arcos, com a promessa de continuar fiel à cozinha tradicional de terras além Tejo

José Varunca de Sousa, co-proprietário do incontornável Restaurante Zé Varunca, prepara-se para alterar a morada. O objetivo é reabrir portas já este verão, no n.º 22 da avenida Engenheiro Bonneville Franco, em Paço de Arcos e, ao mesmo tempo, concentrar todos os esforços num só lugar. “Pensámos na estratégia de reunir toda a família num espaço maior e vamos fazê-lo em breve”, conta João Sousa, o filho mais novo do fundador desta casa que estreou em 1981, em Estremoz, ainda com a mãe, Maria Josefina Varunca, a pôr em prática os seus dotes culinários.

A cozinha terá presença assídua de Maria Teresa Sousa e Ana Rita Sousa, respetivamente, mulher e nora de José Varunca de Sousa que, por sua vez, irá fazer o que mais gosta: receber os clientes. João Sousa será o responsável pelas compras e pela seleção dos vinhos na carta, enquanto o filho mais velho, Rúben Sousa, terá em mãos a tarefa de supervisionar a papelada no escritório. Ambos são, portanto, a 2.ª geração deste legado ímpar da restauração.

Zé Varunca

Além da simpática receção e do serviço prestável, o novo espaço manterá a tradição alentejana à mesa. A ementa, constituída por sugestões diárias, será complementada por uma carta. Sopa de cação, Pezinhos de coentrada, Ensopado de borrego à alentejana, Burras assadas com batata assada, Língua de vitela estufada à alentejana com esparregado ou Rabo de boi estufado à Zé Verunca são apenas alguns dos pratos a constar no compêndio desta casa. Acrescente-se as sobremesas típicas do Alentejo, muitas das quais com origem nos conventos, como a Encharcada, o Pudim de água de Estremoz, o Pão de rala ou o Teculameco, o Arroz doce ou o Leite creme. O final é brindado com um dos habituais digestivos.

Zé Varunca

Aos clientes habituais do Zé Varunca e demais gastrónomos e apreciadores de comida alentejana, é de informar que a proveniência da maioria dos ingredientes é o Alentejo. “O meu pai, que vai, todos os fins-de-semana, ao mercado de Estremoz, continuará a ir, para trazer os produtos mais tradicionais, como os queijos, as azeitonas, os produtos biológicos”, realça João Sousa. Por isso, alguns pratos irão sendo alterados de acordo com a época do ano.

Zé Varunca

A lotação do novo Restaurante Zé Varunca (Avenida Engenheiro Bonneville Franco, 22, Paço de Arcos. Tel. 214411839), que estará aberto todos os dias ao almoço e ao jantar, será composta por cerca de 90 lugares com a possibilidade de vir a ter uma pequena esplanada. A decoração mantém-se ou não fossem todos os pormenores uma verdadeira homenagem ao Alentejo, desde as mesas e as cadeiras, pintadas com motivos florais, aos tecidos de chita e às peças decorativas alusivas a essa grande região dona de um património gastronómico singular.

A mudança vem na sequência do fecho de portas do Restaurante Zé Varunca, no Bairro Alto, em Lisboa, em dezembro de 2020 e do encerramento, a ocorrer em breve, do espaço de restauração mantido, desde 2004, em Santo Amaro de Oeiras, dois anos após a chegada a Lisboa.

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