Boa Mesa

Reabertura dos restaurantes: "Essencial agora é não voltar a parar"

No dia em que se assinala a reabertura das salas dos restaurantes, fechadas desde meados de janeiro, o sol ditou que a esplanada continua a ser o local privilegiado para almoçar. Expectativa é a nota dominante na certeza de que "o futuro de todos depende do comportamento de cada um"

O sol a brilhar e a ligeira brisa marítima ditaram que no dia em que o país assitiu à reabertura das salas dos restaurantes, as esplanadas continuaram a ser a sala privilegiada. Assim foi no Mauritânia Grill, na Marginal de Leça da Palmeira, Matosinhos, escolhido para assinalar a reabertura, onde foram muitos os que optaram por almoçar na esplanada, aproveitando o bom tempo e deixando as amplas salas interiores do restaurante a meio gás.
“Sala de jantar” por excelência do Porto e Norte de Portugal, Matosinhos, onde laboram cerca de 400 restaurantes, foi o local escolhido pelo presidente da região de turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, para destacar a importância da reabertura num “dia feliz para um setor tão martirizado” que agora volta a estar ativo. Sublinhando a “resiliência de quem conseguiu encontrar forças para estar aqui hoje” e que “se preparou muito para voltar a receber com a máxima segurança”, o presidente apela para que “venham e ajudem quem tanto sofreu ao longo dos últimos meses”, cumprindo com todas as normas, embora não esconda o grande desafio que será, agora, voltar a atrair os turistas estrangeiros, indispensáveis para alavancar o negócio.

Evitar a todo o custo "momentos de retrocesso"
Já a presidente da Câmara de Matosinhos, onde a restauração marca forte presença com peso substancial na economia e dinâmica do concelho, admite serem residuais os espaços encerrados definitivamente até agora apesar dos “momentos difíceis que os restaurantes continuam a viver”. Para evitar “momentos de retrocesso” neste que é um tempo de “grande expectativa do setor”, opta por apelar “à responsabilidade e sentido cívico de todos os cidadãos: é mais fácil se todos contribuirmos”. Luísa Salgueiro reforça a ideia de comportamento responsável: “O futuro de todos depende do comportamento de cada um”.

Retrocesso é palavra que nenhum cliente e muito menos empresário de restauração quer ouvir neste momento. José Moreira trabalha há mais de 40 anos na área e embora já tenha assistido a altos e baixos e à crise financeira que marcou a primeira década do novo milénio, nada supera o momento presente na insegurança de não saber como será o dia de amanhã. O gerente do Mauritânia garante que neste restaurante com 25 funcionários nunca houve qualquer contágio até porque já tinham altos padrões de higiene. “Desde o início da pandemia que nunca nos faltou material [de proteção], porque já usávamos com frequência".
Com esperança em dias melhores e expectativa quanto ao futuro, transparece a ansiedade no momento de recomeçar a todo o gás. Sem compreender o encerramento às 13h00 ao fim de semana, que daria alento ao negócio, foca-se no essencial que é, agora, “não voltar a parar”.

Acompanhe o Boa Cama Boa Mesa no Facebook, no Instagram e no Twitter!