Boa Mesa

Este novo restaurante é uma selva: Amazónia invade Cascais

As paredes estão grafitadas com imagens alusivas aos animais e povos que habitam a Amazónia. Neste cenário, a cozinha é portuguesa, mas com um toque tropical. O novo restaurante abriu há uma semana

Eguahé porá, ou, em português “esperamos por si”. É desta forma que todos são recebidos neste novo restaurante de Cascais, que é um convite a entrar na Amazónia e, tal como a grande selva, o espaço impressiona pelas cores e pelo tamanho. São 400 m2 com centenas de plantas e árvores naturais complementadas com madeiras toscas, tanto nos apontamentos decorativos, como nas próprias mesas, cadeiras e bancos. Outra das principais características deste novo restaurante é a cor, muita cor. As paredes estão grafitadas pelo conceituado Slap e as imagens são, naturalmente, alusivas aos animais e povos que habitam a Amazónia. Espalhados pelo recinto há também diversos aquários, que transportam para o espaço o elemento água, fundamental e distintivo na selva Amazónica.

O Amazónia Cascais, assim se chama o restaurante, acaba de abrir portas portas ao público, num discreto “soft open”. Com capacidade para 140 pessoas, está neste momento a receber apenas metade da lotação prevista, tendo em conta as regras de higiene e segurança implementadas no âmbito da covid-19. Para além do restaurante, o Amazónia Cascais tem uma pequena mezzanine, onde funciona um bar, mas onde, por agora, uma vez mais por questões legais, funciona como espaço lounge, decorado com redes de descanso. Uma outra zona de lazer, esta ao ar livre, destina-se a fumadores ou a quem queira apenas desfrutar dos baloiços e das cadeiras suspensas.

Quanto à comida, a surpresa é que é de base tradicional portuguesa, que acaba por ser complementada por apontamentos exóticos, quer nos nomes e paladares, quer na apresentação dos pratos. Pode começar com Picadinho da Mãe-India (€4,50) que mais não é que salada fria de polvo, ou com uma Tentação do Rio Amazonas (€10,50), ou seja, camarão frito com alecrim. Nos pratos principais conte com a Iguaria da Tribo (€12), nome dado à picanha acompanhada de batatas fritas, arroz, feijão, farofa e pico de galo, Flecha do Mirim (€11,50), uma espetada de frango com bacon, ananás e camarão, ou, ainda, com Rugido da Onça (€16), nome dado ao costeletão de novilho maturado acompanhado de batatas fritas e pico de galo.

Quem prefere peixe pode escolher bacalhau à Lagareiro que na ementa se apresenta com o exótico nome de Pitéu do Jacaré-Açu (€12,50), Manjar do Pajé (€13), ou seja polvo à Lagareiro, ou por Piranha Pink! (€12), que batiza o salmão grelhado acompanhado de batata a murro e grelos salteados. A ementa do Amazónia Cascais também oferece opções vegetarianas como Lianas do Amazonas (€9,50), composto por linguini, burrata, tomate cherry e molho pomodoro, e Alegria do Bicho-Preguiça (€9), um hambúrguer de grão/lentilhas, batata-doce frita e legumes salteados.

Não termine a refeição no Amazónia Cascais (Rua S. Francisco, 791, Armazém A, Alcabideche. Tel. 211634444), sem passar pelas sobremesas: Mistura Tribal (€4,50), Tenda do Índio (€3,50), ou Açaizinho (€4,50), entre tantas outras opções. Às sextas-feiras conte com música ao vivo e, aos sábados, os bailarinos do Grupo Topázio enchem o espaço de cor e alegria. Durante a semana, ao almoço, é servido um menu completo por €9,50.

Eguahé porá...

Acompanhe o Boa Cama Boa Mesa no Facebook, no Instagram e no Twitter!