É o mais premiado dos restaurantes do Centro de Portugal e o único a conseguir na história da gastronomia nacional, uma estrela Michelin para o distrito de Viseu. O Mesa de Lemos volta hoje a abrir portas depois do encerramento obrigatório no âmbito da pandemia de covid-19.
Com seis anos - assinalados no passado dia 12 de abril - o restaurante, criado no magnífico edifício desenhado pelo arquiteto Carvalho Araújo e decorado pela designer Nini Andrade Silva, é liderado desde o primeiro momento por Diogo Rocha. No ano de estreia, o Mesa de Lemos é considerado Restaurante Revelação pelo guia Boa Cama Boa Mesa. Nos anos seguintes foi sempre distinguido com o Garfo de Ouro, o que acontece também na edição de 2020.
Fechou portas, como todos os outros, devido à pandemia de covid-19 e esta sexta-feira, 5 de junho, volta a receber clientes, numa sala já quase lotada com reservas, pronto para apresentar uma nova carta e a portugalidade, ou melhor a regionalidade que caracterizam a cozinha que pratica. Simples, direta e cheia de sabores, e que foi capaz de convencer, quer os inspetores dos guias de gastronomia, quer os clientes que fazem quilómetros para, entre as vinhas da Quinta de Lemos, se surpreenderem a cada visita.
A nova ementa do Mesa de Lemos leva aos clientes apenas dois menus e um serviço à carta. No “Menu Chef” (€105) servem-se “Da nossa Horta - A Cenoura”, “Do Algarve - A Anchova”, “Da Islândia - O Bacalhau”, “Do Atlântico Nordeste - O Cantarilho”, “Da Serra da Estrela - O Borrego”, e “Dos Açores- O Ananás”, e ainda “Do Lobão da Beira - O Morango”. Acresce €40 caso opte pelo suplemento de vinhos sugeridos.
Depois há o "Menu Lemos" (€80) que inclui “Da nossa Horta - A Cenoura”, “Da Islândia - O Bacalhau”, “Do Atlântico Nordeste - O Cantarilho”, “Da Serra da Estrela - O Borrego” e “Dos Açores - O Ananás”. A sugestão de vinhos fica a €25. Cada um dos menus começa com dois sets de snacks com Beterraba, que incluem um gelado de beterraba com bolo levedo, uma tartelete de Beterraba, um crocante, gaspacho e um pickle de beterraba com requeijão. O segundo snack é de Carapau, com um pastel de massa tenra, carapau alimado, massada de carapau, tártaro de carapau e Choux de carapau e lima. Há ainda um amuse bouche de pimento, com gelado de pimento assado, puré de pimento, cebolada de pimento e agua fresca de pimento verde. Antes das sobremesas é servido um aperitivo de mirtilo em sorbet e molho, iogurte e canela.
Mas a nova fase do restaurante Mesa de Lemos (Quinta de Lemos, Passos de Silgueiros. Tel. 961158503) não se fica apenas pela nova carta. No relvado que contorna o edifício vai surgir uma esplanada com quatro mesas para refeições ao ar livre e a lotação de 25 pessoas, vai baixar para apenas 15. Os clientes podem optar por começar a refeição no exterior e depois, caso assim o prefiram, terminar o almoço ou o jantar numa mesa no interior do restaurante.
Se nos últimos anos Diogo Rocha partilhou a cozinha com chefes de renome num evento a que chamou “Chefes a Lemos”, este ano, vai voltar a fazê-lo, mais para o final do ano, com duas presenças internacionais, mas até lá tem uma outra surpresa. Criou o evento gastronómico “Estava a ver que nunca mais me convidavas” e Miguel Gameiro será o primeiro a entrar na cozinha com Diogo Rocha e equipa, já no dia 18 de junho. No mês de julho, em data a anunciar, será a vez de dividir o protagonismo com Óscar e António Gonçalves, os irmãos responsáveis pela cozinha e sala do G Restaurante na Pousada de Bragança, Garfo de Ouro do Boa Cama Boa Mesa em 2020 e detentores de uma estrela Michelin.
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