Um terraço com 24 lugares, para almoçar ou jantar, é uma das grandes novidades para a nova temporada de verão e que vai complementar a oferta do premiado restaurante Largo do Paço, em Amarante. Para já, a tempo da reabertura, conte com a sala interior, com metade da lotação máxima, conforme as regras da Direção-Geral da Saúde, e ementas acessíveis através de QR Code. Outras das novidades do restaurante da Casa da Calçada, liderado pelo chef Tiago Bonito, é a existência de "tarifas especiais para profissionais de saúde".
É, assim, com grande entusiasmo que Tiago Bonito reabre, esta quinta-feira, dia 4 de junho, o restaurante Largo do Paço, em Amarante. Para alguém que desde a infância se habituou a andar à volta dos tachos, os últimos dois meses serviram, essencialmente, para refletir e preparar o regresso à alta cozinha. Da paragem forçada nasce agora um menu dedicado aos sabores de primavera e baseado nos produtos locais, como é apanágio do premiado restaurante (que detém uma estrela Michelin e a quem o guia Boa Cama Boa Mesa tem atribuído Garfos de Prata e Ouro ao longo dos últimos anos).
Durante esta “pequena pausa”, conta o chef do Largo do Paço, foi possível "organizar algumas ideias, fazer pesquisas, visitar alguns produtores que sempre continuaram a trabalhar e aprender com eles, estar com a família para saber mais das nossas raízes e tradições”, sublinha. “A nossa equipa teve a oportunidade de desenvolver criativamente novos pratos e de valorizar ainda mais os produtos locais que trabalhamos no nosso menu” refere Tiago Bonito, abrindo o apetite para as novidades que prometem despertar os sentidos.
Para o regresso, o jovem chef preparou pratos inspirados na cozinha tradicional portuguesa, trabalhados com técnicas e soluções contemporâneas e arrojadas. Entre as sugestões para a abertura destacam-se três sugestões: “Jardim do Chefe” (€18), com tomate verde, verduras, brotos e camomila, que Tiago Bonito explica ser "um clássico que conta a história e homenagem à minha mãe, pois sempre foi e é uma apaixonada por flores e pelo seu jardim”; Robalo (€39), composto por gamba do Algarve, texturas de aipo e molho fumado, que "conta e demonstra a minha forte ligação ao mar e paixão pela pesca, usando os dos peixes mais nobre das nossas águas e um pouco do seu alimento, gambas e algas”; e Borrego (€36), com abóbora, bringela e miso e especiarias, que segundo o chef do Largo do Paço "fala da ligação ao produto local, aos pequenos produtores e da cozinha regional de Amarante o famoso anho e fazemos a nossa recriação, usando também uma parte que sou apaixonado e fascinado na cozinha, o uso das especiarias que é uma forte componentes da nossa histórias sobre os descobrimentos”.
O restaurante mantém, igualmente, os menus de degustação "Caminhos" (€115, sem bebidas) e "Identidade" (€130, sem bebidas).
Inserido na emblemática Casa da Calçada - palácio do século XVI transformado em hotel em 2001 e que integra a conceituada Relais & Châteaux - e símbolo de Amarante, o restaurante vai ter uma abertura faseada. Nesta primeira etapa, o Largo do Paço está apenas aberto para jantar, de quinta-feira a sábado, entre as 19h30 e as 22h30, e para o almoço apenas ao domingo, entre as 12h30 e as 15h00.
“Estamos muito entusiasmados por reabrir as portas, com conforto e segurança, aos nossos habituais clientes e todos os que queiram conhecer as novidades que a nossa equipa apresenta neste espaço idílico, localizado no centro histórico da cidade de Amarante”, refere António Almeida, Diretor de F&B da Casa da Calçada. “Dedicação, criatividade, e alguma ousadia são apenas alguns ingredientes que garantimos nesta reabertura”, reforça António Almeida.
De referir que a Casa da Calçada Relais & Chateaux ostenta o selo "Clean & Safe", atribuído pelo Turismo de Portugal, e que comprova que o espaço está apto a reabrir e receber os hóspedes cumprindo todas as medidas de higiene e segurança.
Sobre o restaurante Largo do Paço (Largo do Paço, 6, Amarante. Tel. 255410830), o guia Boa Cama Boa Mesa 2020 escreve: “Os pratos são como os quadros, nunca estão acabados.” A frase revela bem a energia que move Tiago Bonito, comprometido com a exigência desta cozinha requintada. Com honestidade e uma postura terra a terra, baseia-se nas receitas clássicas e nos sabores de infância para desenhar propostas com forte ligação às origens. Na base está o produto que “quando é bom, vale por si”. É por isso capaz de conceder interesse elevado à pescada de anzol, apresentada num prato delicado, ou de trabalhar o nobre lavagante vestindo-o de beterraba e alga, numa combinação sublime, ou de fazer regressar a Feira Popular no balão de açúcar. Momentos que despertam os sentidos e podem ser servidos à carta, mas idealmente numa de duas degustações: Caminhos, partindo dos clássicos e das suas raízes, e Identidades, focado na evolução com base na cozinha portuguesa. Uma nota ainda para a excelente carta de vinhos, sempre evolutiva, agora apresentada por Luís Pedro, o sommelier que é um ótimo contador de histórias, apresentando os vinhos de forma peculiar e envolvente”.
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