Na edição de 2020 do guia Boa Cama Boa Mesa foram premiados com Garfo de Platina, de Ouro ou de Prata, um total de 32 restaurantes. Face à pandemia e às regras de confinamento impostas pela covid-19, a restauração foi obrigada a fechar portas. Esta segunda-feira, dia 18 de maio, foi dada luz verde para a reabertura dos restaurantes, mas a verdade é que, para já, apenas nove, entres os 32 premiados, está a servir refeições. E mais, numa ronda de contactos efetuada, a maioria só vai começar a trabalhar a partir de junho, com vários restaurantes a apontarem para julho e uma dezena ainda sem qualquer previsão para voltar ao ativo, entre os quais o Belcanto, de José Avillez, o LOCO de Alexandre Silva, e o Il Gallo D’Oro, no Funchal, totalmente dependente do retomar dos voos turísticos para a Madeira.
O primeiro dos restaurantes premiados com um Garfo de Ouro pelo guia Boa Cama Boa Mesa a reabrir as portas foi o Rei dos Leitões, na Mealhada. No dia 18, data sugerida para que os clientes pudessem voltas a almoçar ou a jantar fora, o espaço, já redimensionado para metade, teve lotação esgotada. Apesar da reabertura o serviço de entregas em casa implementado nos últimos dois meses vai continuar, tendo em conta o sucesso obtido, com a distribuição a chegar a Trás-os-Montes e ao Algarve. Esta terça-feira, dia 19, foi a vez de Rodrigo Castelo ligar os fogões da Taberna Ò Balcão, em Santarém. A servir apenas jantares (exceto ao sábado, que também abre para o almoço) aproveitou o defeso para criar uma ementa para take-away e para apresentar alguns pratos novos na carta.
Por ordem cronológica, A Cozinha por António Loureiro, Garfo de Ouro em 2020, abre portas quinta-feira, dia 21 de maio. O restaurante de Guimarães assume que passa a “trabalhar com uma carta mais reduzida, mas que iremos trocar com maior frequência e de acordo com os ritmos da Natureza. Continuaremos a perseguir a sustentabilidade e a privilegiar os produtos de qualidade, da terra e do mar o mais locais possível”. No mesmo dia reabre o Restaurante Noélia, em Cabanas de Tavira, que funcionou durante as últimas semanas com serviço de take-away, e no dia seguinte Ljubomir Stanisic coloca a jaleca para começar a servir no restaurante 100 Maneiras. Do outro lado da cidade, António Galapito também reabre as portas do Prado. Estes três restaurantes conquistaram um Garfo de Prata, em março.
No dia 23 de maio, sábado, Louis Anjos regressa à cozinha do Bon Bon (Garfo de Prata). Para já, vai abrir apenas aos sábados, domingos e segundas-feiras ao almoço, com um menu mais económico, servido no magnífico terraço, aguardando por reservas para começar a trabalhar também ao jantar. A 26 de maio regressa a animação à Avenida da Liberdade, em Lisboa, com a reabertura do JNcQUOI (Garfo de Prata), e no dia a seguir, abre o restaurante Alma (Garfo de Ouro), de Henrique Sá Pessoa, num formato ligeiramente diferente que, garante o chef, ainda está a ser afinado.
A norte, em Bragança, a reabertura do G Pousada Restaurante (Garfo de Ouro), de Óscar e António Gonçalves, começa a receber clientes a 1 de junho, no dia seguinte Rui Paula (Chef do Ano 2020) abre as portas da Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, que este ano, ostenta um Garfo de Platina do guia Boa Cama Boa Mesa. Como curiosidade, este é o primeiro Platina a voltar ao ativo.
No mesmo dia, Renato Cunha reabre o Ferrugem (Garfo de Prata), em Vila Nova Famalicão, e dois dias depois é a vez de Ricardo Costa voltar a vestir a jaleca e de tomar conta da cozinha do restaurante The Yeatman, no Porto, este ano, com um Garfo de Platina atribuído pelo Boa Cama Boa Mesa. Em Amarante, também Tiago Bonito começa a servir no Largo do Paço (Garfo de Prata), o restaurante do hotel Casa da Calçada, seguindo-lhe o exemplo, dia 5 de junho, Diogo Rocha ao reabrir o Mesa de Lemos (Garfo de Ouro), em Viseu.
A 15 de junho, no Porto, é a vez do restaurante O Paparico (Garfo de Prata) recomeçar a servir e no dia 18 de junho está previsto o regresso do Feitoria (Garfo de Platina), instalado no Altis Belém Hotel & Spa, liderado por João Rodrigues. No dia seguinte abre o Vista Restaurante (Garfo de Ouro), com o chef João Oliveira a adaptar pratos e serviço, com a novidade dos novos menus poderem ser servidos também nos quartos do Bela Vista Hotel & Spa, em Portimão. Com dia certo para reabrir está também o Euskalduna Studio (Garfo de Ouro), no Porto. O regresso está agendado para 22 de junho com, diz Vasco Coelho Santos, algumas alterações: “A medida anunciada no início do ano de encerrar aos fins de semana irá terminar. A partir da reabertura, o restaurante vai funcionar de segunda a sábado e o encerramento semanal será apenas ao domingo. Outra alteração será o preço. O menu será reformulado e vai custar €100 por pessoa, sem vinhos”.
Os restaurantes Ocean (Garfo de Platina), liderado por Hans Neuner, no também premiado Vila Vita Parc, o Vila Joya (Garfo de Ouro), de Dieter Koschina, em Albufeira, e o Fifty Seconds by Martín Berasategui (Garfo de Prata), em Lisboa, e a Fortaleza do Guincho (Garfo de Prata) apontam julho como mês provável para a reabertura. Sem data certa ou, pelo menos, anunciada, estão o Belcanto (Garfo de Ouro), de José Avillez, o LOCO (Garfo de Ouro), de Alexandre Silva, o EPUR (Garfo de Prata), de Vincent Farges, em Lisboa, e o (Antiqvvm Garfo de Prata), de Vitor Matos, no Porto. Já o Il Gallo D’Oro (Garfo de Prata), no The Cliff Bay, no Funchal, condiciona a reabertura à chegada de turistas ao arquipélago.
Também sem data anunciada de reabertura ficam os restaurantes LAB by Sergi Arola, no Penha Longa Resort, em Sintra, Pedro Lemos, no Porto, Pequeno Mundo, em Loulé, e o Restaurante Vistas, em Vila Real Santo António. Estes quatro espaços gastronómicos ostentam um Garfo de Prata.
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