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Bairro do Avillez já reabriu. Pizzaria na varanda é uma das novidades

O maior dos restaurantes lisboetas do chef José Avillez adaptou-se às orientações da Direção-Geral da Saúde para voltar a abrir portas. Além da Mercearia, da Taberna e do Páteo, o espaço adotou mais um conceito gastronómico

O anúncio foi feito de forma discreta na conta de Instagram de José Avillez: “Vamos servi-lo de máscara mas por de baixo dessa máscara, vamos estar com o mesmo sorriso de sempre. Estamos desejosos de voltar e a contar convosco. Abrimos dia 1 de junho e vamos ter muitas novidades”. A grande novidade da reabertura localiza-se na varanda da sala interior, que passa a acomodar uma pizzaria. Foram ainda implementadas as diversas normas que incluem o afastamento de mesas e um máximo de metade da lotação, que obviamente altera a configuração de todo o espaço. Vai também manter o serviço de take-away que iniciou a 1 de abril, para a zona de Lisboa e na linha, de Algés a Cascais.

O Bairro do Avillez é o único, em 11 marcas a que o chef dá o nome, a reabrir portas. Pelo menos, para já. Em entrevista à RTP, esta quinta-feira (14 de maio) José Avillez assumiu as dificuldades que toda a restauração está a viver provocada pela Covid-19, com consequências óbvias na operação do grupo, que conta com 500 colaboradores: “Tivemos de tomar decisões… e decisões muito difíceis. Vamos mesmo fechar definitivamente alguns espaços e atrasar a abertura de outros. Não estamos a conseguir renovar nenhum contrato das pessoas que estavam com contrato a termo.

Do portefólio de restaurantes do Grupo Avillez fazem parte os restaurantes Beco, Canto, Bairro do Avillez, Mini Bar, Rei da China, Café Lisboa, Cantina Peruana, Cantinho do Avillez em Lisboa, no Chiado e no Parque das Nações, no Porto e em Cascais, a Gourmet Experience no El Corte Inglês, a Pizzaria Lisboa e ainda a Tasca no Dubai. Apesar da anunciada decisão de encerramento de alguns dos espaços, José Avillez prefere, para já, não avançar com o nome dos restaurantes que podem não voltar a abrir.

Na mesma entrevista, José Avillez assumiu ainda preocupação com o futuro da restauração nacional e chamou a atenção para o facto de não existir ainda uma noção exata das consequências da Covid-19 na restauração em Portugal. Citou ainda um estudo da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, que a partir de um universo de 84.000 restaurantes, indica que 27% não vão conseguir abrir as portas. Para agravar a situação, o premiado chef recorda que cliente nacional está inseguro (face à pandemia), com “menos dinheiro e com medo de tudo isto”. No final deixou uma pergunta no ar: “Como é que grande parte dos restaurantes de Lisboa e do Porto, alavancados pelo turismo, vão funcionar só com o cliente português?”.

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