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Restaurante Fialho: 75 anos de amor pela gastronomia alentejana

Uma lenda viva firmada por quase duas mãos cheias de décadas dedicadas ao receituário típico do Alentejo, mas sempre de olhos postos à evolução no que à tecnologia utilizada na arte de cozinhar diz respeito.

Vamos ao Fialho? Esta é a pergunta que se impõe depois de uma visita guiada pelo centro histórico de Évora, Património Mundial da UNESCO. Localizada no mesmo edifício onde fora fundada, este restaurante é constituído por três salas. As suas paredes ostentam prémios vários e inúmeros retratos de rostos bem conhecidos do mundo da gastronomia, da política, da cultura.

A decoração denota o quão acolhedora é esta casa datada de 1945, ano em que se vivia o pós-guerra e cenário controverso que não impediu, porém, a sua abertura. Os petiscos regionais seduziam os palatos, mesmo os mais comedidos de então, e conquistavam o estômago a quem ali entrava, para saborear essas pequenas doses de comida acompanhadas pelo vinho da talha e dois dedos de conversa.

A crescente fama e a natural ordem dos negócios familiares de então ditaram a entrada em cena, nos anos 1950’, de dois dos três filhos de Manuel Fialho, Amor e Gabriel. Com o tempo passa, na década de 1970, a restaurante “com as características que tem hoje”, afirma Rui Fialho, filho de Amor. A espontânea divisão de tarefas determina a permanência de Amor na sala e de Gabriel Fialho na cozinha.

Anos mais tarde, os descendentes invertem os papéis outrora desempenhados pelos respetivos pais. Rui Fialho é, atualmente, um dos rostos da terceira geração desta casa e faz a supervisão da cozinha. A responsabilidade é partilhada com a prima, Helena Fialho, filha de Gabriel, presença assídua na sala. O património culinário permanece intocável. “Temos 17 variedades de petiscos”, os mesmo que se faziam nos primórdios do Fialho, “e vão variando”, salienta Rui Fialho.

Não estranhe, por isso se, ao chegar à mesa, esta tiver três ou mais sugestões de saladas para petiscar ou a famosa empada. Já na carta, as entradas são divididas em 12 sugestões. Farinheira de porco preto assada (€8), Cogumelos ‘al ajilho’ (€9), Ovos de codorniz com paio (€12), Favinhas com presunto (€14), Gambas panadas (€14), Carpaccio de bacalhau (€16) ou Fígado de pato com doce de framboesa (€18) são os destaques desta lista.

A variedade é extensível às propostas de pratos de peixe, com o Cação de coentrada (€14,50), a Sopa de cação (€14,50), a Sopa de peixe à alentejana com garoupa (€18) ou o Bacalhau dourado (€15). Atente, ainda, à Pescada frita com salada mista ou cozida com legumes (€17,50), à Pescada ‘à Bulhão Pato’ (€19) ou à Garoupa na grelha (€55), entre outros.

Nas carnes, com 15 opções à escolha, perpetuam a Perdiz ‘à Convento da Cartuxa’ (€14,50), os Pezinhos de porco de coentrada (€15), o Lombinho de porco com puré de maçã (€15), o Ensopado de borrego (€15), as Costeletas de borrego na grelha (€16), os Medalhões de porco alentejano com alecrim e puré de maçã (€16,50), as Bochechas de porco em vinho tinto (€16,50), a Perdiz de escabeche (€20) ou a Perna de Cabrito assado no forno (€23).

Peça a carta de vinhos do Fialho com, aproximadamente, 300 referências, a respeito dos quais o aconselhamento das harmonizações é feito com o devido rigor. Acrescentamos, por isso, o atendimento delicado e sempre atento ao pormenor nesta casa acolhedora.

Quem não conhece, não sabe o que perde! Afinal, o Fialho (Travessa dos Mascarenhas, 16, Évora. Tel. 266703079) que, de terça-feira a domingo está aberto das 12h30 às 15h00 e das 19h30 às 22h00, é sinónimo de 75 anos de sabedoria que só o palato consegue compreender.

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