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Louro Restaurante Gastronómico: saborosa novidade em Viana do Castelo

Singelo na aparência e estimulante na essência, como a planta aromática. A simplicidade da sala, de tons neutros, pálidos e decorada somente com algumas colheres de pau, pratos e folhas de louro secas, direciona (e bem) a atenção para a comida, plena de sabor. O Louro – Restaurante Gastronómico é o novo segredo gastronómico de Viana do Castelo, para desvendar no recato de Torre.

A cozinha está a cargo de três jovens cozinheiros. João Peixoto, Ana Afonso e André Campelo frequentaram a Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo e trabalharam no FeelViana Sport Hotel, antes de se lançarem num projeto conjunto. No Louro – Restaurante Gastronómico, servem um menu executivo ao almoço e uma carta atenta aos produtos e receitas locais e que muda quatro vezes por ano, ao ritmo das estações.

O menu é reduzido, facilitando a escolha e ao mesmo tempo dificultando-a, dada a superior qualidade das sugestões. A nova carta, de inverno, apresenta a “Língua de vaca” (€4,50), que leva um caldo feito com os ossos do animal, molho de estufado de tomate, puré de ervilhas e cenoura e lascas de cenoura frita. Ainda nas entradas, o “Manco à vianense” (€8), o “nome que se dá na ribeira às sapateiras que chegam sem uma parte”, explica João Peixoto. Nesta versão, o recheio prova-se ainda quente, com broa, molho de sapateira elaborado a partir da carcaça, pickles caseiros, gema curada e azeitona desidratada. Mais... vem sem maionese e numa tacinha.

Sosseguem os 'queijeiros' convictos, há um “Queijo no forno” (€6,50) com variedade de pães caseiros para si, no Louro – Restaurante Gastronómico. Substitui o saudoso momento “Três queijos, três compotas, três frutos secos”, que incitava a testar pairings na carta de outono, onde figuravam também a “Tosta de cavala” e o “Peito de pato ao fumo”, mais um ingrediente de temporada e semi-curado.

Nos peixes, destacam-se o “Ensopado de bivalves” (€15), na sua calda, com cebolada de pimento e sobre pão de centeio tostado; o “Arroz de polvo” (€16,50), com filetes do mesmo e molho de pimento assado; e o “Robalo selvagem” (€19), num molho cítrico preparado com as espinhas do peixe. Acompanha com purés de pastinaca (da época) e cenoura, e couve-de-bruxelas em pickle.

Nas carnes, aconchegue com um “Arroz de cabidela” (€15). Leva perna de frango do campo, fumada antes de cozinhar, e o caldo aproveita de novo os ossos. Tem também a “Barriga de porco” (€16,50), com a pele crocante e uma versão da sopa seca de cozido. O “Bife à Minho” (€18) é uma adaptação da receita com molho de salsa e limão, aqui feita com manteiga de salsa e limão e um caldo da carne. Adicione-se o puré de beringela ao fumo e a batata frita em altura, formando uma torre de finas camadas, uma brincadeira alusiva à localidade onde abriu o O Louro – Restaurante Gastronómico (Rua do Esteiro, 5, Torre, Viana do Castelo. Tel. 258115180).

Além de dois pratos vegetarianos, considere a divinal doçaria. O “Arroz doce no pote” (€5) feito na hora e servido quentinho com raspa de limão e canela; o “Chocolate de inverno” (€5,50), que é uma mousse de chocolate quente com marshmallow, gelado de leite, crocante de merengue e um toque de mel; e a “Tangerina” (€4,50), um semi frio que inclui marmelada de tangerina, cascas de tangerina cristalizadas, gelado de tangerina e crocante de caramelo. Na memória de outono ficam as “Meias-luas à Louro”, um doce típico de Viana em que se acrescentaram fios de abóbora (cozinhados numa calda de açúcar) ao recheio de creme de amêndoa. O leite das sementes de abóbora e da amêndoa, por sua vez, servia de base ao gelado, potenciando os excedentes da matéria-prima.

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