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Quando Atrevo é sinónimo de arriscar e petiscar no feminino

Idealizar e concretizar. Sem medos, Tânia Durães confere cunho feminino a um criativo triângulo gastronómico que além do seu Atrevo inclui o restaurante em nome próprio de Pedro Limão, na porta ao lado, e o Euskalduna Studio, na rua paralela que, noutro patamar de experiência e preço, se insere também na ideia de experiência elevada mas descontraída.

Já “faziam falta projetos deste género na cidade”, refere a jovem chef que aos 34 anos, depois de trabalhar em espaços como o DOP, o Cantinho do Avillez e ser chef executiva do grupo de detém espaços como o Mundo, o Tripeiro, o LSD ou a Casa de Pasto da Palmeira, atreveu-se a abrir portas, corria o mês de junho.

O objetivo, idealizado há muito, é oferecer a experiência de um menu de degustação mais descontraído e sem etiqueta. “Revelar a simplicidade”, aponta Tânia. Ao longo do menu único de oito momentos (€39) há produtos mais nobres conjugados com ingredientes de sempre, sabores familiares que cumprem com o que que procura quando se embarca numa experiência deste género. A harmonização vínica que acompanha segue a mesma matriz: uma versão mais “ligeira” custa €20; casar com vinhos raros fica por €39.

O projeto tem sido “muito desafiante”, tanto ou mais que a experiência “diferente” que propõe à mesa do seu restaurante, sempre com vista sobre a cozinha.

De dois em dois meses muda o menu, trazendo consigo uma nova experiência de sabores, sensações e harmonizações vínicas. Quando visitámos o Atrevo, ainda em dezembro, destacaram-se a “Vieira, ameijoa e bulhão pato”, o “Robalo, lula e bouillabaisse”, o “Pimento, favas e queijo da ilha” e, das duas sobremesas propostas, o “Brioche, castanha e jeropiga”.

De composição simples, com poucos ingredientes e em doses adequadas, cada prato coordenava-se bem com o anterior e seguinte, também em harmonia com os vinhos.

Nesta quarta abordagem, que começou a ser servida em janeiro, “estou apaixonada pelo polvo”, assinala Tânia, revelando que cozinha quatro horas, a baixa temperatura, acompanhado de purés de espinafres, chalota e batata roxa e crocante de ervas. Um prato “tão bonito quanto bom”.



Com 20 lugares, e cozinha ao centro, à vista de todos os comensais, o restaurante Atrevo (Rua do Morgado de Mateus, 49, Porto. Tel. 914474068) ocupa o espaço onde anteriormente funcionava o restaurante Pedro Limão. A equipa é também composta apenas por cinco pessoas e quem fornece maioritariamente os ingredientes são produtores “pequenos como nós, para nos ajudarmos mutuamente”, assinala, colocando o foco na sustentabilidade.

As pessoas estão a abrir horizontes, procuram por uma nova experiência”, assinala a jovem chef, justificando assim o sucesso da sua ousadia.

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