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Estrelas Michelin: Será este “un año excecional” para Portugal?

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O dia mais aguardado pela restauração nacional está a chegar. Esta quarta feira, dia 20 de novembro, quando em Espanha os relógios indicarem as 20h00, começa a Gala Michelin 2020 e serão dadas a conhecer as novidades do guia vermelho de restaurantes da Península Ibérico. O mundo da cozinha reúne-se no Teatro Lope Vega em Sevilha e um a um, serão conhecidos os restaurantes que integram esta edição do guia da capa vermelha. As expectativas são grandes, até porque, em comunicado, a Michelin anunciou, apenas em espanhol, que este será “un año excepcional, con crecimiento en todas las categorias”.

Todos os anos a história se repete. Uma mão cheia de chefes e empresários passam os dias à espera de ver o nome dos restaurantes que representam ascenderem à elite gastronómica ibérica, e depois é Espanha quem cresce em numero de estrelas, categorias e premiados. Na edição de 2019 aforam atribuídas três estrelas a 11 restaurantes espanhóis, Portugal não tem nenhum, 25 ganharam duas estrelas, ficando este lado da fronteira com apenas seis. Na categoria de uma estrela, a Espanha conta com 170 premiados, Portugal tem apenas 20.



No que à bolsa de apostas para a edição deste ano do Guia Michelin diz respeito, e tendo em conta o comunicado apresentando recentemente, as expectativas são altas (à semelhança dos anos anteriores). Em principio, cumprindo-se o anunciado, 2020 será o ano em que (pelo menos), um restaurante em Portugal conquista as três estrelas. O galardão deve ser entregue ao restaurante The Yeatman liderado por Ricardo Costa, em Vila Nova de Gaia e, caso aconteça, será surpreendente, uma vez que os restaurantes Ocean, de Hans Neuner, Villa Joya de Dieter Koshina, ambos no Algarve e o Belcanto de José Avillez em Lisboa lideram a tabela das apostas.



Com duas estrela, há a possibilidade de dois ou três restaurantes entrarem para esta lista. A Casa de Chá da Boa Nova de Rui Paula é um deles. Também a Casa da Calçada de Tiago Bonito, em Amarante, está nesta lista, à qual se juntam o restaurante Feitoria de João Rodrigues que irá estar em Sevilha para a cerimónia deste ano. E depois há a especulação sobre Martin Berasategui e o lisboeta Fifty Seconds By Martín Berasategui. Convidado para a cerimónia (afinal teve em 2019 um total de 10 estrelas Michelin), consta que na Torre Vasco da Gama poderá estrear-se nesta aventura portuguesa logo com duas estrelas.



Na categoria de uma estrela Michelin, as apostas são as mais difíceis. O restaurante Vistas, liderado por Rui Silvestre no Monte Rei Golf & Country Club em Vila Real de Santo António, parece ser um das novidades. Depois de ter ganho uma estrela à frente do também algarvio Bon Bon, e depois de uma aventura lisboeta de pouca memória, regressa ao escalão mais alto da constelação Michelin este ano. Novidade será também a conquista de uma estrela por Diogo Rocha, o chefe do Mesa de Lemos em Viseu, que assinalará o regresso das estrelas ao centro de Portugal. Na lista das apostas deste ano entram ainda Vicente Farges, com o Epur em Lisboa, o portuense Euskalduna Studio de Vasco Coelho Santos, que sempre disse que no dia em que recebesse uma estrela passava a encerrar ao fim de semana. No último mês anunciou que passa a encerrar… ao sábado e ao domingo a partir de 1 de janeiro.

A lista das apostas também se faz de saídas e, este ano, é previsível que haja restaurantes a saírem da lista das estrelas Michelin. O algarvio Henrique Leis, do restaurante homónimo, manifestou vontade de deixar de constar no guia de capas vermelhas, e apesar de Ángel Prado, diretor de relações exteriores do Guia Michelin ter dito que essa decisão cabe apenas à Michelin, é expectável que não conste na lista dos premiados em 2020. Também o alentejano L'And Vineyards, agora liderado pelo jovem José Tapadejo entra na bolsa de apostas como possível perdedor. A saída de Miguel Laffan do projeto e a intermitência no guia da marca de pneus pode ser uma das razões para a que não faça parte, este ano, da constelação. Também o Willie’s Restaurante em Vilamoura, do chefe Wilhelm Wurger entra nesta lista das despromoções. O mais desconhecido dos restaurantes nacionais com uma estrela poderá ter tido, no ano que está quase a terminar, uma má avaliação dos inspetores do Guia Michelin.

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