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Sagardi no Porto: “Cozinhamos como as nossas avós nos ensinaram”

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Cozinhamos como as nossas avós nos ensinaram”, pode ler-se numa das paredes do novíssimo SAGARDI Cozinheiros Bascos, inaugurado a 2 de outubro. Seguindo as tradições gastronómicas regionais e a origem dos produtos, o restaurante presta homenagem não só à comida mas à cultura basca em geral, expressa numa forma peculiar de estar à mesa.

Um restaurante não é apenas um local onde se vai comer. É onde vamos também aprender coisas. Neste caso em particular, sobre cultura basca”, sublinha Iñaki López de Viñaspre, proprietário do espaço com o irmão Mikel, revelando a forma peculiar que marca a cultura gastronómica do País Basco: “Quando estamos tristes, vamos para a mesa; se estamos felizes, celebramos à mesa”, revela.

No ano em que completa 25 anos de vida, o Grupo Sagardi instala-se no Porto em nome próprio. A região não é novidade para estes bascos que, em 2013, assumiram em parceria com a Symington Family Estates, a gestão do VINUM Restaurant & Wine Bar. Hoje, sentem-se confortáveis na cidade e, seguindo a linha do grupo, presente em diversas cidades cosmopolitas um pouco por todo o mundo, de Barcelona a Sevilha, de Buenos Aires a Londres, de Ibiza a Amesterdão (onde abre portas em breve o mais recente Sagardi), escolheram o Porto para instalar o seu primeiro restaurante em Portugal, cumprindo, nestas "viagens gastronómicas, o sonho de “levar cozinha basca ao Mundo”, esclarece Iñaki.

A nova casa, que era um antigo armazém de vinho, continua hoje a albergar néctares, mas nesta nova fase oriundos maioritariamente do País Basco e outras regiões espanholas, com um salto à Argentina, a França e, claro, aos DOC Douro e Porto.

O espaço do SAGARDI Cozinheiros Bascos divide-se em dois pisos: Em cima mais descontraído, apresenta uma ampla montra bem recheada de dezenas de pintxos, “alta gastronomia basca em miniatura”. Cada pintxo, disposto sobre uma fatia de pão, é segurado por um palito. No final da “petiscada”, são contados os palitos e feitas as contas. Cada um custa €2,10.

Na cave, também com a típica pedra à vista, vive o restaurante, onde se serve a famosa carne de vaca velha, maturada, sempre em exposição no restaurante, entre outras delícias bascas inspiradas na “cozinha das nossas avós”.

Ventresca de bonito e anchova de Getaria (€16); Croquetas de presunto ibérico (€12); Txistorra” de Orio na "parrilla" (€9), para começar; Pimentos de "piquillo" frescos assados em forno de lenha e pelados à mão (€16); Morro" de bacalhau com amêijoa e cogumelos (€24), "Alubia nueva" de Tolosa com guarnição (€22), nos sazonais; Tamboril preto €9/100gr; Lombo de pescada com ameijoas (€26), nos peixes; Molejas de vitela com tomatinhos assados (€28); Tortilha de bacalhau estilo “Roxario” (€15); Txipirones" recheados na sua tinta (€26); Mão de cordeiro de leite "a la vizcaína" (€22) e Rabo de vaca velha "al Rioja Alavesa" (€24), na secção “comida da avó”, são alternativas à grande estrela da casa: o Txuleton de vaca velha (€6) e de vaca premium maturada durante pelo menso quatro semanas (€11/100 gr).

Momentos de uma carta que se pretende sazonal e, por isso, deverá mudar quatro vezes ao ano. “Com toda a humildade e simplicidade queremos ser próprios e diferentes”, assegura Iñaki.

Com capacidade para 130 pessoas - 16 na esplanada; 60 na barra de pintxos e 54 no restaurante, o SAGARDI Cozinheiros Bascos (Rua São João, 54. Tel. 221130987) está aberto diariamente a partir das 10h00 (balcão de pintxos) e das 13h00 (restaurante), até à meia-noite.

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