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Com inauguração a 25 de setembro, Eneko Atxa instala-se no antigo Alcântara Café

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Lisboa, e, definitivamente, Portugal, estão na rota da gastronomia mundial. E, não é pelas estrelas Michelin, ou pela nova e “adorada” lista dos “The World’s 50 Best Restaurants” que este pequeno país entra no mapa da restauração de topo internacional. Sá Pessoa, José Avillez, Ricardo Costa, Benoit Sinthon, Hans Neuner e Dieter Koschina, cada um com duas estrelas são, obviamente razões de sobra para uma visita a Portugal, mas a verdade é que há, cada vez mais, chefes de renome mundial à procura do nosso país para abrir restaurantes em nome próprio.

Os casos de Martín Berasategui, com o Fifty Seconds, no hotel Myriad by SANA, em Lisboa, de Heinz Beck, no Gusto, no Conrad Algarve, e de Sergi Arola no LAB, do Penha Longa Resort, em Sintra, são os três exemplos mais sonantes. A esta lista junta-se o basco Eneko Atxa, chefe do Azurmendi, com três estrelas Michelin, que inaugura no próximo dia 25 de setembro, no espaço do antigo Alcântara Café "uma porta: duas experiências", frase que resume as aberturas ao público (dias depois da festa de apresentação) os restaurantes Eneko Lisboa e Basque.

Além das estrelas, o basco Eneko Atxa tem também no curriculo a décima quarta posição na lista dos “The World’s 50 Best Restaurants”, com a particularidade de se instalar em Portugal aliado ao Penha Longa Resort, que além do LAB by Sergi Arola, tem ainda restaurante Midori, liderado por Pedro Almeida, com uma estrela Michelin. Depois do Villa Tamariz Beach Club, no Estoril, esta é a mais recente expansão do Penha Longa Resort, fora de Sintra.

Em exclusivo, a edição de 14 de setembro, do jornal Expresso, levantou a ponta do véu sobre os conceitos de do Eneko Lisboa e do Basque, respetivamente o sexto e sétimo espaço do chefe espanhol, que tem três restaurantes no País Basco, um em Londres e um em Tóquio. "O Eneko Lisboa traz para Lisboa a filosofia do Azurmendi, mais fine dining, 'mas com nuances locais', já que a aposta será nos produtos portugueses, explicou Atxa ao Expresso. Já no Basque a ideia é recriar o ambiente de uma tasca basca, com pratos para partilhar. 'Terá coisas assadas em carvão, coisas que podes encontrar em bares, como as anchovas e a gilda (uma tapa tradicional com piparra, uma pimenta verde da região, anchovas e azeitonas), vinhos locais, como o Txacoli. Queremos que seja uma festa, sem protocolos", explica o Eneko Atxa, na entrevista publicada na Revista E do Expresso.

Nesta entrevista ao Expresso, o chefe basco descreve ainda o trabalho que desenvolve nos seus restaurantes: “Tem muita memória. Muito território. Muita cultura. Tem muita aprendizagem. Tem algo de contemporâneo. E tem um ingrediente que é muito importante, que são as ferramentas para transformar melhor as coisas. É esse o ingrediente mais importante? O mais importante é o prazer. O dos outros, o que faz com que seja duplamente meu. Fazer felizes os outros. Talvez seja esse o principal papel de um cozinheiro”.

A consciência ecologica é outra das dimensões dos pratos de Eneko Atxa, que ajudou no reconhecimento internacional do Azurmendi, que conquistou já por duas vezes, em 2014 e 2018, o título de restaurante mais sustentável do planeta.

Relativamente aos restaurantes Eneko Lisboa e Basque existe também uma grande expectativa relativamente à transformação interior do antigo Alcântara Café, instalado na Rua Maria Luísa Holstein, 13, em Alcântara (em baixo, fotografia de 2006, da autoria de Nuno Botelho)

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