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Restaurante A Pampa: o lugar onde tudo acontece!

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Martin MENDEZ / HEROES AGENCY

Quando ouvimos falar em “Pampa” pensamos logo nas planícies da América do Sul. Mas se no novo restaurante A Pampa, na Praça das Flores, em Lisboa, se vive uma atmosfera tropical, já de planície o espaço não tem nada. A Pampa é até, de certa forma, sexy. Não por ser maroto, mas porque apela aos sentidos.



O edifício antigo onde se instalou o restaurante A Pampa, foi pintado de “amarelo canário”, bem vistoso. No interior predominam os desníveis arquitetónicos, todos repletos de vegetação verdejante, incluindo palmeiras, cactos e trepadeiras. Divide-se entre uma mezzanine, onde se encontra uma loja de vinis, e o piso mais baixo onde está o restaurante e o bar, revestido a azulejos azul profundo. Todo o restaurante é rodeado de janelas generosas, que deixam entrar a luz e permitem olhar a Praça das Flores, pequeno oásis protegido de algum rebuliço, que fica a dois passos do cosmopolita Príncipe Real.



O restaurante A Pampa é um lugar florido, luminoso e acolhedor, onde pode tomar o pequeno-almoço, o almoço, um lanche ou jantar. Um local em que é possível trabalhar durante uma tarde e acabar a dançar noite dentro. É também um espaço de criação e diversidade, onde se mistura a arte, a comida e a música. Seja hip-hop, jazz, eletrónica ou músicas do mundo “mixadas” pelo DJ residente, Antoine Gilleron (patrocinado pela Sonotown Time), a música de vários géneros convida a entrar no “ritmo Pampa”.

Os cocktails “dão-nos as boas-vindas” ao restaurante A Pampa, com nomes pensados para dar largas à imaginação. Entre os “mixes” de autor (€7,5) estão o refrescante e leve Rosa Morena (gin, pepino, manjericão, lima), o Vivo Sonhando (rum jamaicano, Amaretto, banana, lima) e o Samba de Verão (gin, menta, açúcar de cana, oxicoco (baga), lima) e o cocktail do dia. A cozinha é comandada pela chefe russa Anita Parilova, que criou uma ementa pensada para compartilhar e que muda a cada três meses para tirar partido da sazonalidade dos produtos, comprados a agricultores selecionados da zona de Lisboa e arredores, situados no máximo a uma hora da capital.

Raízes Assadas (€5) (beterraba, cenoura, agrião e queijo fresco cozinhado em sal), Burrata (€6) com ervilhas de vagem, raspa de limas e batatas fritas de rutabaga (espécie de nabo), Ceviche (€8) de Peixe branco (varia consoante a época), sumo maçã, aipo, coentro e laranja, Polvo (€9) com maionese de batata doce com curcuma, salsa verde e migalhas de pão, Ravioli de Caranguejo (€8), caldo cremoso e folhas de mostarda e Couve recheada com Borrego (9€) e pickles de cenoura, constituem uma ementa, que resulta do modus vivendi dos proprietários.



A proprietária é Clara Da Silva, francesa de origem portuguesa, cofundadora do Entourage Groupe, detentor de 4 estabelecimentos em Paris – La Mercerie, L’impasse, La Seine, Le Tatry. Tem Julien Boisseau como sócio, personalidade do mundo da música, da programação artística e eventos de comunicação, em Paris. A ideia do restaurante nasceu do facto de terem “mudado a forma de consumir, mas também de aproveitar a vida”. “Hoje em dia, as coisas já não se separam e imaginámos o nosso lugar assim, onde tudo se mistura e não temos de escolher entre a comida, a música e a arte, além de gostarmos da ideia de podermos viver uma experiência, que começa de dia e acaba noite dentro”, explicam.



Este é o lugar em que o tempo para e, depois do jantar, aumenta-se o som da música e deixamo-nos ir, entrando noutro ritmo, porque é tempo de dançar”, acrescentam.

No restaurante A Pampa também se podem ver exposições de artistas emergentes em exposições periódicas. Aos domingos há brunch (€12 a €14). O restaurante A Pampa (Praça das Flores, 18. Tel. 215 855 054) funciona todos os dias, das 09h00 às 02h00, e fecha à segunda-feira.

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