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Big Fish Poke: Olh’ó Poke Bowl de Sardinha!

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Os Santos Populares pedem sardinha. No Big Fish Poke, o chefe Luís Gaspar não resiste ao chamamento e festeja com a criação de uma receita original, um Poke Bowl de Sardinha (€14), feito de sardinha braseada, pimentos assados, pepino, tomate cherry, coentros e broa de milho crocante.

De 10 a 30 junho, será possível experimentar este poke especial no recém-inaugurado Big Fish Poke, projecto do Grupo Multifood, nascido da vontade de oferecer, em Lisboa, uma cozinha havaiana genuína.

O nome do restaurante é inspirado no atum, um "big fish", o peixe mais utilizado na confeção dos pokes havaianos.

Todas as receitas dos pokes foram desenvolvidas pelo americano Andrew Mayer em conjunto com Luís Gaspar. Mayer é fundador do Poke OG, em Miami, e trabalhou 15 anos com o chefe japonês Roy Yamaguchi, por sua vez pioneiro da cozinha de fusão e um dos membros fundadores do movimento Hawaii Regional Cuisine. O especialista em pokes deslocou-se a Portugal, na qualidade de consultor, a convite de Rui Sanches, do grupo Multifood, para apoiar o desenvolvimento do projecto Big Fish.

Já Luís Gaspar, chefe executivo do Sala de Corte, restaurante de carnes por excelência, e Chefe Cozinheiro do Ano 2017, assumiu o desafio de trabalhar novos produtos e técnicas, estudando as culturas havaiana e japonesa, esta última uma das grandes influências da cozinha deste Estado americano, o Hawaii.

O Big Fish tem, como o nome indica, o enfoque no peixe, tanto na ementa como na decoração, com a fachada em vitral a simular escamas e o puxador da porta com a mesma alusão temática. Com 24 lugares, o espaço promete oferecer uma experiência gastronómica intimista, em que todos os pratos são finalizados à vista do cliente.

As entradas e as sobremesas foram criadas por Luís Gaspar, em conjunto com Filipe Narciso (Ex Minibar), chefe residente do Big Fish Poke, e apresentam uma relação intrínseca com os ingredientes encontrados nos pokes, misturando um pouco de Havai, do Japão e de Portugal.

A gastronomia havaiana tem, desde longa data, grande influência da cozinha japonesa, mas também chinesa e alguma portuguesa, como é o caso da Malasada (€6), sobremesa bem semelhante às bolas de Berlim, levada pelos portugueses para o Havai.

Outro exemplo de portugalidade no menu, desta vez por inspiração dos chefes, é o Coconut Creamed Rice (€5), um arroz doce de coco, manga e gelado de matcha. Completa a carta de sobremesas o Chocolate Kilauea (€6), com chocolate do Equador, wasabi, iogurte e sal negro do Hawaii, num tributo ao vulcão havaiano com o mesmo nome, famoso por estar em atividade há 29 anos.

Mas voltemos ao início, no Big Fish começa-se sempre pela oferta de um snack, diferente todos os dias, que tem por base arroz desidratado e aparas de peixe dos cortes dos pokes. Para Entrada, as opções passam pela Sopa Miso com cogumelos enoki, rabanete e coentros com dashi de shitake (€4) e, para partilhar, o Tuna Musubi, atum yellowfin, dip de wasabi e tobiko (€10), inspirado na sanduíche rápida com o mesmo nome, típica da street food havaiana, e pelos Sashimi Scallops XO (€15), vieiras braseadas com XO, um molho com muito umami, Dynamite aioli (aioli picante), molho de sésamo e lima Kaffir.

Finalmente os protagonistas, os Pokes, declinados em nove versões, a saber: o Rainbow, feito de um misto de peixes atum yellowfin, salmão e corvina, bubu arare, dynamite aioli e abacate (€18); o Big Fish, atum yellowfin, cebola doce, alga wakame, molho havaiano, cebola crocante (€18); o Aloha Shrimp, camarão, com molho de soja trufado, ovo marinado em soja e masago (€16); Spicy Salmon, salmão , jalapeño, shirasha, molho yuzu kosho, alga nori, tobiko (€16); o Hybrid, atum yellowfin, salmão, edamame, japaleño (€16); o Blue Ocean, cavala, abacate, muxama, sweet chili, cebola crocante (€14); o Tako, polvo kyuri, cebola roxa, coentros, alga nori, lima, kimchi e milho crocante (€17), e os Vegghie Truffle e Rocky Pineaple (€12), dois pokes vegetarianos, um com tofu e outro com vários tipos de legumes.

A festa não ficaria completa sem a carta de bar de Fernão Gonçalves, composta por cocktails como o Mai Tai de Abacaxi e Amendoim, chás quentes e frios, na maioria de origem asiática, e na qual os ‘artistas’ principais são os sakes, que formam o par perfeito com a cozinha havaiana. Estão disponíveis os sakes envelhecidos como o Junmai, Ginjo, Daiginjo e o Nama, e o muito refrescante Mio, o espumante de sake, ótimo para acompanhar os pokes e também uma boa sugestão para uma iniciação ao sake.

O Big Fish Poke (Rua da Moeda, 1 G, Lisboa. Tel. 210522842) está aberto de domingo a quinta-feira, das 12h00 às 00h00; sexta-feira, sábado e vésperas de feriado das 12h00 à 1h00.

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