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Com uma cozinha fora da caixa, o novo restaurante Salitre é o retrato de Nuno Queiroz

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Estamos numa rua de muitas vidas. Foi no passado ponto de encontro da dita boémia lisboeta, rodeada pela “Broadway alfacinha”, entre o Capitólio - agora fantasticamente reabilitado -, o Variedades e o Maria Vitória, mas também o Cabaret Máxime e algum pontilhado de estabelecimentos de bas-fond. Falamos da Rua do Salitre, cujo fascínio se prolongou nos tempos até ao presente.

Hoje, é uma das localizações mais valiosas de Lisboa em termos imobiliários. Desemboca na híper chique Avenida da Liberdade, em que turistas de múltiplos pontos do globo se passeiam, tornando a morada naturalmente muito apetecível para a hotelaria e restauração.

É no número 28 da rua, com nome de nitrato de potássio, que nasce o restaurante Salitre, integrado no primeiro cinco estrelas do Grupo Turim Hotels: o Turim Boulevard Hotel. Este grupo hoteleiro espera abrir, até ao final do ano, outro cinco estrelas, em Sintra.

Nuno Queiroz assume os destinos da cozinha enquanto chefe consultor do restaurante Salitre. Formado na Escola Le Cordon Bleu de Londres, em Portugal tem vindo a fazer um percurso muito ligado à especialização em alimentação saudável. Esta forma de estar na cozinha não encerra nenhum fundamentalismo, contudo o chefe optou por um baixo teor de sal em todos os pratos da ementa e sobremesas isentas de açúcares refinados.

No restaurante Salitre, Nuno Queiroz revela querer “reinventar a gastronomia portuguesa, tornando-a mais contemporânea e permeável às influências do mundo, num conceito agregador de pessoas, onde até os paladares mais exigentes encontram algo que os surpreende”.

A cozinha portuguesa surge declinada em várias propostas com o twist de originalidade que, desde sempre, caracterizou o chefe, nomeadamente no Polvo à Lagareiro com crocante, batata a murro, chalotas caramelizadas, azeite e alho assado (€18,50), reinterpretado envolto em massa kataifi; no Lombinho de porco preto com puré de batata-doce (€18,50), mas também no Tachinho de arroz de garoupa (€18,50). Muitos dos produtos utilizados na confeção das receitas são de origem portuguesa como é o caso da carne Angus, do polvo, da garoupa, do camarão, dos queijos e do bacalhau de cura portuguesa.

Durante a semana, ao almoço, a cozinha nacional é a protagonista do buffet executivo (€19,50), tendo como pratos principais o Bacalhau assado com batata a murro; o Polvo à Lagareiro; as Favas à Portuguesa e o Leitão assado à moda da Bairrada.

A marca do chefe está bem patente nas combinações inusitadas, tanto nas "Entradas", nomeadamente no Crème brûlée de figos desidratados e queijo da serra, com salada e nozes pecan (€6,50) e no original Carpaccio de Pera Rocha com mousse de caju e frutos do bosque e pinhões torrados (€6,50), como também nas sugestões vegetarianas como os Blinis de alcachofras com Queijo da Serra e Pera Rocha, com arroz Basmati (€12,50); o Hambúrguer de beterraba com arroz integral (€13) e o Risotto de cogumelos selvagens e trufa preta (€18,50).

Já nas sobremesas, o destaque vai para o Cheesecake de Queijo da Serra com doce de abóbora (€6,75) e para a Panna Cotta de coco com coulis de morango e mirtilos (€5). Quanto aos vinhos, a aposta é feita nos Turim Family Wines, em garrafa e a copo, da vinha da família Martins (proprietária do grupo hoteleiro), localizada no Hotel Club d’ Azeitão.

O restaurante Salitre (Turim Boulevard Hotel, Rua do Salitre, 28, Lisboa. Tel. 210408781) tem lugar para mais de 130 pessoas e o horário de funcionamento é das 12h00 às 15h00, aos almoços, e, das 19h00 às 23h00, aos jantares. Ao fim-de-semana, abre apenas para jantar.

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