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Em Coimbra há sabores com tradição no Rosa Pão

Reza a lenda que em Coimbra, numa manhã de janeiro, ia a Rainha Isabel de Aragão distribuir esmolas às obras de Santa Clara quando D. Diniz a interpelou perguntando o que levava ela no regaço. Incomodada, procurou disfarçar respondendo: São rosas, Senhor! O Rei, furioso, retorquiu duvidoso: Rosas, em Janeiro? A rainha abriu o regaço e mostrou o pão transformado em rosas, espalhando-se a notícia do milagre pela cidade e o povo proclamou Santa a Rainha Isabel de Portugal.

Foi inspirado nesta lenda que Paulo Pechorro batizou o novo projeto de restauração de Coimbra com o nome Rosa Pão. A localização, mesmo em frente do Mosteiro de Santa Clara assim o ditou, aproveitando a lenda para a misturar com a história. O resultado é um restaurante onde a tradicional cozinha portuguesa chega à mesa servida de forma contemporânea, sem grandes invenções ou subterfúgios, apenas plena de sabor, apoiada nos melhores produtos de cada estação.



À frente da cozinha do restaurante Rosa Pão está o chefe Hugo Costa, com o propósito de recuperar algumas das receitas que, devido à modernidade e à pretensão de uma nova cozinha, deixaram de estar nas ementas dos restaurantes. Por isso, e apostando apenas na simplicidade, sugere que cada refeição comece por um couvert simples, mas diferente do que é habitual, constituído por salada de ovas, pimentos, pataniscas e peixinhos da horta e pão feito na casa pelo chefe (€3,50). Depois, nas entradas, as sugestões passam pela sopa de tomate com ovo escalfado (€3,70), pelo creme de coentros com lasca de bacalhau (€3,25), pela morcela de arroz com grelos (€7), ainda pelo pelos pezinhos de porco de coentrada (€6,50) e pelo Portobello recheado com alheira e queijo Rabaçal gratinado (€10,50), para duas pessoas.



Nas propostas de peixe, o restaurante Rosa Pão apresenta polvo assado no forno com legumes salteados (€16,75), filetes de Peixe galo com arroz de tomate (€14,50), açorda de bacalhau com coentros (€13) e arroz de línguas de bacalhau (€26) para duas pessoas. Na carne há um rabo de boi em vinho tinto, com puré de batata (€14), iscas de fígado de leitão com migas beirãs (€10,50), lombinho porco com ameijoas à Bulhão Pato (€13,50), língua de vaca estufada (€12), vazia de vitela, batata ponte nova e molho madeira (€16,50) e, para dois comensais, arroz de costelinhas com míscaros (€28).



A carta do restaurante Rosa Pão termina com pudim Abade de Priscos com gelado de limão (€4,50), Farófias, leite creme e crumble de canela (€3,75) e queijo da Serra, doce de abóbora e amêndoa torrada (€6,50). Há ainda um menu especial ao almoço, completo, por apenas €10 e que muda todos os dias.

O restaurante Rosa Pão (Calçada de Santa Isabel, 91, Coimbra. Tel. 927 560 392) é mais um sinal do óbvio renascimento da restauração Coimbrã, arrojado, que face à concorrência, em vez de apostar em novas tendências, prefere investir na cozinha de memórias, nos tachos para levar à mesa e na manutenção da tradição. Com resultados interessantes, a justificarem a visita. Perca-se no fim da refeição pelo Mosteiro de Santa Clara, que fica mesmo ao lado e pela vista da cidade e do rio.

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