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Quem vai a Serpa, Molhó Bico!

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Os primórdios deste restaurante tipicamente alentejano, localizado em Serpa, está ligada à produção de vinho de talha. A paixão do proprietário de então, um solicitador da terra, convidava os amigos a “molhar o bico” na sua adega. A história é contada por Manuel Pires, actual co-proprietário do Molhó Bico que, sem mais delongas, avança para o nome do dono seguinte deste espaço , o senhor Carvalho. “Esse dá origem à casa de pasto que passou a esta aqui instalada”, afirma.

Mais tarde, a adega viria a pertencer a Arlindo Ventura Trindade, vendedor de máquinas de costura. “A placa com a marca da máquina ainda está lá fora. Viu?” A aposta nos petiscos e pratos petiscos regionais, sem jamais descurar o vinho ganham, com o passar do tempo, mais expressão dentro do universo da restauração alentejana. As romarias feitas a este templo da gastronomia levou, na época de Eurico Pires, irmão do anfitrião, ao aumento do espaço, tal como está hoje. A 21 de fevereiro de 2000, Manuel Pires e outros três sócios adquirem esta casa. É continuada, então, a primazia à tradição à mesa.

Sem mais delongas, à chegada é preciso passar, primeiro, pela sala de espera. Nesta espécie de antecâmara estão expostas as talhas de barro onde era feito, inicialmente, o vinho, as pinturas de artistas diversos e a carta, para consulta. Já do lado do restaurante, a decoração rústica é complementada, novamente, por quadros de vários pintores, até mesmo na pequena sala, “mais requisitada por casais ou por grupos”, explica Manuel Pires, com as suas aguarelas a preencher de cor as suas paredes alvas.

Os produtos locais no restaurante Molhó Bico dominam a oferta. O Queijo de ovelha de Serpa DOP (€11), o Queijo de ovelha tipo Serpa (€6,50), o Queijo de ovelha curado (€3,50) e o Queijo de cabra curado (€2,75) encabeçam a lista das entradas, seguidos dos enchidos, como o Presunto de porco preto (a partir de €10). O afamado Torresmo do rissol (€3) continua a fazer as delícias dos seus apreciadores, bem como a Cachola de borrego frita (€3) ou os Peixinhos da horta (€3/ seis unidades). Já os Espargos (€7,50) e os Cogumelos (€12), ambos servidos com ovos, são sazonais.

Quanto aos clássicos, Manuel Pires nomeia os pratos de caça como os preferidos dos comensais que habitualmente escolhem o Molhó Bico para se entregarem ao prazer dos cozinhados alentejanos. A Lebre com feijão (€8,50) e o Coelho bravo frito (€22,50/ duas pessoas) exemplificam a escolha. Não nos esqueçamos, porém, do Caldo de cação (€9), da tradicional Carne de alguidar (€10) feita com porco preto, das Migas com carne (de porco preto) frita (€9,50), da Espetada de novilho à Molhó Bico grelhada (€12,50) ou da Surra Burra (€6,50), receita típica de moleja do Baixo Alentejo muito comum nesta altura do ano. Na secção do peixe, destacam-se a Açorda de bacalhau (€11), a Açora de pescada (€9) e a Açorda de sardinha (€8). A Sericaia, a Tarte de requeijão, as Migas doces e o Pão de rala (€3,50 cada), exemplares da doçaria conventual do Alentejo, constam na lista dos mais pedidos.

O restaurante adega Molhó Bico (Praceta Rainha Dona Leonor, 6 R/C, Serpa. Tel. 284327898) está aberto de quinta-feira a segunda-feira (encerra terça-feira, ao jantar, e quarta-feira, durante todo o dia), das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 22h00.

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