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Braga: nas noites do Cabaret Voltaire é sempre a rock & rollar

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Também não foi em Budapeste, cidade celebrada na conhecida música da banda de Adolfo Luxúria Canibal, os Mão Morta, que nasceu o original Cabaret Voltaire, mas sim em Zurique, na Suíça. Há mais de um século atrás, em fevereiro de 2016, um grupo de artistas de diversas áreas aqui refugiados da Primeira Grande Guerra, juntou-se numa taberna e viveu uma noite louca. Algures entre a dança, o concerto e teatro, os artistas insultaram o público e gritaram continuamente ‘Dádá!’, dando desta forma início a um movimento artístico que teria expressão nas mais diversas manifestações, e que ficou conhecido como Dadaísmo. Batizada de Cabaret Voltaire, esta taberna foi o seu berço.

Hoje, o movimento inspira também o restaurante que é o segundo projeto gastronómico dos músicos Adolfo Luxúria Canibal (vocalista dos Mão Morta) e Marta Abreu (ex-baixista de Voodoo Dolls, Mão Morta e Cadeira Elétrica).

Mais um vodka p'ra atestar
Também no Cabaret Voltaire bracarense, aberto há cerca de um ano, há uma mescla de abordagens. O espaço, na zona histórica de Braga transforma-se em bar a partir das 23h30. Antes disso, enquanto restaurante, apresenta uma carta com assinatura do chefe Paulo Ramos, dividida em três capítulos, cada um dedicado a um personagem do movimento dadaísta: Tristan Tzara, o teórico, introduz pratos mais convencionais; Hanna Höch, a onírica, introduz uma seleção de sabores mais “atrevidos” e “arrojados” e Raul Haussmann, o internacionalista, inspira, naturalmente, os pratos de cariz mais cosmopolita.


No primeiro caso, Sopa de peixe e camarão com tampa de massa folhada (€3,90); Escabeche de cavala fumada em areia de broa; Robalinho à cabaret (€12) ou Barriga de leitão curada (€11,50) são algumas propostas. Nas mais provocadoras destacam-se sugestões como os Dadinhos de tapioca com redução de malagueta (€5,50); Bahjis de cebola (€4); Cuscuz vegetariano (€10) ou Magret de pato (€16,50). No terceiro caso, entre diversas outras propostas, uma abordagem possível será pelas Trouxas de ratatui (€3,50); Kofta de borrego (€4) e Fondue de carne em vinho tinto perfumado com ervas (€28) que era o prato principal do Cabaret Voltaire (Rua Dom Frei Caetano Brandão, 177, Braga. Tel. 253098401) quando abriu portas.

Sempre a rock & rollar
Aberto de terça a sábado das 19h30 às 22h30, até às 23h00 à sexta e ao sábado, enquanto restaurante, o espaço transforma-se em bar a partir das 23h30. A música, oferecida por um DJ que pode ser Adolfo Luxúria Canibal, é naturalmente parte importante do projeto.

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