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Taberna do Alfaiate: Em família é que se está bem!

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A Taberna do Alfaiate é, antes de mais, um restaurante familiar. João Espírito Santo, o anfitrião e especialista na arte de bem receber, passou recentemente o legado ao filho, Nuno Espírito Santo. A cozinha continua, porém, nas mãos de Maria da Conceição Espírito Santo, respetivamente, mulher e mãe.

A história começa em 1889, no n.º 33 da Rua Caetano Valério. A razão de ser uma taberna estava ligada à comercialização de vinho, que o bisavô de João Espírito Santo produzia na sua adega a partir das uvas vindimadas em vinha própria. O legado, também com mercearia e como local de petiscos, passa para as mãos do filho, Eugénio Espírito Santo, avô do atual proprietário e alfaiate de profissão. É, então, que nasce o nome Taberna do Alfaiate. O negócio da família prospera, com António, o pai. Em 1991, João decide reabilitar a pequena casa, para se dedicar à restauração, com a cozinha e os vinhos da região em profunda evidência. A crescente romaria ao renovado espaço determina, em 1998, a mudança para a antiga adega. Devidamente recuperada e adaptada, a Taberna do Alfaiate permanece, a partir de então, no n.º 35, no outro lado da mesma rua.

O acesso ao restaurante, com capacidade para 50 pessoas, obriga a que se toque à campainha. Aberta a porta, salta à vista a rusticidade das paredes de pedra de tempos antigos conjugada com as peças de mobiliário de madeira escura, os objetos decorativos e as toalhas brancas dispostas em cada mesa. O ambiente é acolhedor.



Na carta sobressaem as entradas. As frias dividem-se entre a Salada de grão com bacalhau (€1,5), a Salada de atum com feijão frade (€1,5), a Salada de orelha (€1,5), a Salada de polvo (€2,5), o Queijo fresco (€1,5), o Queijo seco (€3,5), a Tábua de queijos (€8) e o Prato de enchidos e fumados (€8). As quentes, mais apetecíveis nesta altura do ano, formam uma lista de sete sugestões: Morcela assada (€3,5), Farinheira assada (€3,5), Moelinhas (€3,5), Iscas de coentrada (€4), Chouriço assado (€4,5), Mexilhão (€7,5) e Camarão frito (€10).



No peixe, a recomendação recai nas Migas de bacalhau (€14), prato em que o sabor do “fiel amigo” é aprimorado pelos temperos certos, juntamente com as batatas e a couve, dentro do pão. O Bacalhau assado no forno com manja (€16) é, igualmente, uma das especialidades da Taberna do Alfaiate. O Polvo montado “à Alfaiate” (€16), inspirado no tradicional Polvo à lagareiro, é outra das propostas da carta, assim como a Açordinha de camarão (€14), os Choquinhos em azeite e alho (€12) e a Feijoada de choquinhos (€14).

O Porco assado no forno “à Padeiro” (€15) ainda é feito na telha, tal como faziam os antigos. “Como só se cozia o pão ao fim de semana, punha-se a telha à entrada do forno a lenha, de modo a aproveitar as brasas para cozinhar a carne”, explica João Espírito Santo. Apesar de, hoje, ser cozinhado em forno convencional, se for para uma refeição em grupo confecionam este prato no a lenha. O Porco com arroz de feijão (€14) e o Naco de boi em vinho tinto (€16) encerram as carnes, já que o Pato no forno com mel (€15) e o Arroz de pato (€14) carecem de encomenda. A mesma condição é ditada à Massada de corvina (€20 para 2 pessoas) e o Arroz de tamboril (€22 para 2 pessoas). Para finalizar a refeição, há uma variedade de sobremesas à escolha.

A carta vínica continua fiel aos seus princípios. É constituída, exclusivamente, por néctares da região vitivinícola do Tejo, na qual está inserida a Taberna do Alfaiate. Elogie-se a oferta de vinho a copo, bem como as harmonizações sugeridas para quatro especialidades da casa, além de todas as pedagógicas referências às temperetauras adequadas para cada vinho e os copos a usar. Antes da despedida, desfrute de um dos vinhos abafados. É cortesia da casa.

O restaurante Taberna do Alfaiate (Rua Caetano Valério, 35, Lapa, Cartaxo. Tel.: 243790005) abre de segunda-feira a domingo (ao almoço), das 12h30 às 15h00 e das 19h30 às 23h30.

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