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Restaurante Caniço: Uma varanda cravada na falésia…

A caminho das três décadas de existência, o Caniço é um dos mais pitorescos restaurantes e bares de praia de todo o Algarve. Na zona de Alvor, no concelho de Portimão, mais precisamente num dos recantos da bonita Praia dos Três Irmãos, o restaurante Caniço (Praia dos Três Irmãos - Aldeamento Turístico da Prainha. Tel. 282 458 503) é local de peregrinação turística e gastronómica desde agosto de 1988. As razões não são para menos. O acesso, clássico, a este restaurante é feito a partir do Aldeamento da Prainha.

No alto da falésia encontra uma placa que indica “Praia”. Poucos passos à frente, um elevador. Descem-se vários metros e, quando a porta do elevador se abre… surpresa! Um túnel que parece saído de um qualquer filme da Segunda Guerra Mundial. Não estamos num bunker secreto, muito menos num qualquer abrigo nuclear, mas sim no corredor que vai desembocar no primeiro piso do restaurante Caniço e, por consequência, descido um lanço de escadas no areal.

É uma praia bonita, recortada por pedaços de falésia que teimaram em separar-se da terra firme e emoldurar o horizonte. Merece uma visita prolongada, de preferência durante a maré baixa, que permite a descoberta de pequenas enseadas e micro praias, túneis que, quase em sequência, levam o visitante até outras micro praias. É como que uma aventura em tempo de piratas e corsários, ideal para ganhar lastro e vontade para regressar ao Caniço e retemperar forças com os mariscos e peixe fresco que preenche a ementa. Ao longo do verão, os finais de tarde e as noites podem também oferecer animação extra com DJ ou um ou outra festa temática. Afinal, estamos no Algarve e é verão!

O restaurante Caniço, literalmente encravado na falésia, parece ter saído da imaginação de um qualquer filme fantástico. Certamente que, aqui, muitos dos heróis da saga "O Senhor dos Anéis" ou até mesmo os protagonistas das mais inocentes d’ "As Crónicas de Nárnia", não se importariam de se sentar, comer e descansar. No primeiro piso – aquele onde se desemboca vindo do túnel – é o local perfeito para petiscar, comer um snack, beber um cocktail ou deixar-se levar pela doçura de uma sangria de vinho branco. Tudo é feito em alta rotação, com um atendimento sempre simpático, apesar da noção de caos existente. O entra e sai de banhistas e curiosos é interminável desde a abertura até ao fecho. Por aqui, garantidamente que fica bem servido com umas Amêijoas à Bulhão Pato.

No piso superior, guardam-se os tesouros maiores deste restaurante. A carta aposta forte – nem outras opções seriam de esperar – nos mariscos e peixes frescos do dia. Estamos, numa verdadeira varanda, emoldurada pela falésia e decorada pelo branco dos chapéus de sol, a olhar o azul do mar, que inspira os sabores de base mediterrânica. Os preços são controlados pelo peso. Assim, na vertente marisqueira, o Caniço oferece desde a conquilha (€25/kg) ao lingueirão (€30/kg), passando pelas canilhas (€70/kg), semelhantes aos búzios, pelas gambas da costa (a partir de €50/kg), pelas navalheiras (€65/kg) até chegar ao lavagante. Pelo meio, pode também pedir percebes, burriés, berbigão, mexilhão, bruxas, ouriços ou ostras, sempre ao peso.

Nos peixes, o mercado dita a oferta, mas pode contar com os clássicos, robalo, sargo, tamboril, cherne, pargo e salmonete para levar a grelha e acompanhar com batatas e salada ou legumes. Por aqui, encontra-se também uma tão inesperada como saudada sugestão: cabeça de peixe, servida ao peso (€4/100 gr). Depois desta longa lista, o Caniço tem outros pratos, de base arrozeira, que merecem atenção: Arroz de peixe (€19,90), Arroz de marisco, para uma ou duas pessoas (€21,50/€42,50), e Arroz de lingueirão, também para um ou dois comensais (€18,50/€34,50). Outras opções são o contemporâneo Spaghetti negro de choco, com amêijoas e gambas (€18,50) e os clássicos Polvo no forno (€18,00) e Bacalhau assado na brasa (€18,50). Inesperado, o fiel amigo, servido à Zé do Pipo (€19,50). Cataplanas variadas (entre €37,50 e €60, para duas pessoas) e oito opções de carne, entre as quais Bife à Café de Paris (€25), Carne de porco à Alentejana (€18,50) e Costeletas de borrego grelhadas, com molho de hortelã (€17,50). Saídos do verão quente, os dias mais frescos até podem aconselhar pratos de forno, entre peixes e carnes, que aqui, também são escolhas acertadas.

A secção dedicada às sobremesas é composta por doces regionais de inspiração algarvia e alentejana. Uma aposta certeira é a “falsa” Torta de laranja, que nesta casa, também inclui uma fatia de torta de limão. Ideal para refrescar a boca. Para acompanhar a refeição, para além de uma garrafeira clássica, o calor também aconselha as saborosas sangrias da casa. Explique-se, em jeito de teoria, que o Caniço foi buscar nome às canas que compõem a cobertura do restaurante…

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