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Aldeia da Cuada: um pedaço de paraíso na ilha das Flores

Luís Tavares

No arquipélago dos Açores, no extremo mais ocidental da Europa, num planalto sobranceiro ao Atlântico, onde em segredo a natureza guarda os seus mistérios, a Aldeia da Cuada, “é um lugar à medida do isolamento da ilha das Flores”.

A envolvência das casas e do modo de vida na paisagem da região, acabam de lhe valer o prémio "Alojamento Local", na primeira edição do PNT - Prémio Nacional de Turismo, uma iniciativa Expresso/BPI.

Sem pressas, porque o tempo é demasiado valioso para correrias, na Aldeia da Cuada (Tel. 292552127) deixe-se envolver pela tranquilidade unicamente entrecortada pelo som dos pássaros e perfumada com a fragrância da erva fresca e dos loureiros.

Condenada à desertificação nos anos 60, devido ao abandono dos últimos moradores, a Cuada foi (re)ocupada por um casal, Teotónia e Carlos Silva, que, há 32 anos, procuraram ali um refúgio. A paixão pelo local cresceu de tal forma que, aos poucos, o casal foi adquirindo e reabilitando as tradicionais casas rurais, feitas em pedra vulcânica.

Uma decisão tomada “contra tudo e contra todos os que não acreditavam no projeto, porque na altura o turismo não tinha a importância que tem hoje“, como lembra Carlota Silva, filha do casal e atualmente à frente do projeto hoteleiro.

Hoje, a Aldeia da Cuada apresenta 20 casas totalmente recuperadas e devidamente equipadas, com uma pequena cozinha e outras mordomias dos tempos atuais. Existem tipologias para todas as necessidades, desde o T1 (€75) ao T6 (€225), com agradáveis áreas ajardinadas. No exterior não há transito automóvel e a calçada é a original, com três séculos de existência.

Com a segunda geração à frente do projeto - Carlota e o marido, Sílvio Gonçalves - nos últimos três anos foi edificado um restaurante, onde são servidos exclusivamente ingredientes de origem local e produzidos de forma artesanal por pequenos produtores. Começaram, também, a ter serviço de pequeno-almoço. “Fomos fazendo pequenos melhoramentos aqui e ali, mas sem nunca alterar nada da traça, porque quem vem para a aldeia é precisamente isto que procura”, explica Carlota Silva.

Carlota Silva entende o prémio "Alojamento Local”, como o reconhecimento da insistência e dedicação dos seus pais. “Foi com muita satisfação que o recebemos, não estávamos nada à espera. Foi um reconhecimento muito bom e também um orgulho enorme”. O ano de 2020 promete novidades, com a abertura de um outro conceito de alojamento, desta vez na Fajã Grande.

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