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Casas do Juízo: O regresso feliz a uma aldeia renascida

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O que mais impressiona, quando se cruza na estrada com a placa que indica Aldeia do Juízo, é o silêncio. Um ou outro latir abafado de um cão brincalhão, de vez em quando cruzam a harmonia silenciosa da paisagem, de resto, é a ausência de ruído que se destaca, mal se chega à localidade. E a terra, há muito abandonada pelos mais novos (já não nasce uma criança faz 30 anos), sente-se a renascer desde que, em 2014, José Pinto Guerra decidiu abrir um alojamento a que chamou de Casas do Juízo.



Ao todo, em duas fases, foram reconstruídas para dar corpo às Casas do Juízo, 8 casas (a partir de: €72), de tipologias variadas, que vão do T0 ao T4, inseridas em dois condomínios fechados, onde cabem 30 pessoas, quase o dobro dos 17 habitantes que por ali moram. As casas estão completamente equipadas para receber famílias inteiras ou casais à procura do calor das lareiras e o que não faltam são atividades que celebram o regresso ao campo e à aldeia. Este fim de semana, por exemplo, faz-se pão no forno comunitário em granito, uma tradição que não se vive na aldeia há mais de 50 anos.

Mas há muito mais para descobrir nas Casas do Juízo. A piscina é o local perfeito para quando o calor aperta, e quando o termómetro baixa, torna-se coberta e aquecida para quem não passa sem um pacificador mergulho. Depois, há as aldeias históricas que ficam à volta, que são o destino ideal para quem procura reencontrar-se com o passado. Há cinco nos arredores e a apenas 30 minutos de carro fica o Douro Superior, bem como do Parque Arqueológico do Vale do Côa.



Nas Casas do Juízo há ainda uma capela, recuperada, um pequeno espaço de museu, uma quinta biológica com horta e árvores de fruto, e muitos percursos para descobrir a pé. Depois, na hora de retemperar forças, há pratos tradicionais para provar, azeite e licores de figo produção própria, chamado Pinga do Juízo, acompanhados de biscoitos de amêndoa, chamados Ajuizados, feitos com amêndoas da propriedade, e ainda a possibilidade de acompanhar atividades agrícolas ou de fabrico de queijo ou do pão.



O pequeno almoço, bem como as refeições durante qualquer visita, podem ser feitas na Taberna do Juíz, o único espaço na aldeia onde se servem refeições e onde se encontra, na cozinha e por detrás do balcão, o casal mais jovem da localidade. André e Daniela servem petiscos, pratos de inspiração regional e dão ideias e sugestões para que se aproveite a região do primeiro ao último minuto da visita. Não deixe de provar as azeitonas aquecidas, as saladas com presunto regional, o incontornável bacalhau e, claro, os doces caseiros feitos pela manhã que perfumam o ar da taberna (preço médio: €30).

As Casas do Juízo (Rua de São Lourenço, Juízo, Pinhel. Tel. 927585758), mais do que casas ou quartos, oferecem histórias, experiências e memórias durante todos os dias do ano. Um espaço a descobrir sem pressas, para todos os que não querem, nem conseguem esquecer as origens.

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